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Correio da Manhã

Desporto
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"É medida positiva”: Japão adia jogos olímpicos para 2021

José Manuel Constantino, presidente do COP, diz que os custos disparam, mas é cedo para fazer contas.
Mário Pereira 25 de Março de 2020 às 08:25
Pandemia levou ao adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que passam de 2020 para 2021
José Manuel Constantino, presidente do COP, aplaude a decisão
Pandemia levou ao adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que passam de 2020 para 2021
José Manuel Constantino, presidente do COP, aplaude a decisão
Pandemia levou ao adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que passam de 2020 para 2021
José Manuel Constantino, presidente do COP, aplaude a decisão

Esta é uma medida positiva, porque à frente das questões desportivas estão outras, de natureza sanitária." É assim que o Comité Olímpico de Portugal (COP), pela voz do seu presidente, José Manuel Constantino, avalia a decisão do Comité Olímpico Internacional (COI) de adiar a realização dos Jogos de Tóquio, devido à pandemia de coronavírus. 

Com início agendado para 24 de julho, o evento foi agora empurrado no tempo. Ainda não há novas datas, mas, segundo a decisão tomada esta terça-feira, não poderá ser para além do verão de 2021. Tudo aponta, pois, no sentido de um adiamento por um ano, pelo que, pela primeira vez, os Jogos Olímpicos de verão realizam-se em ano ímpar.

As incertezas sobre os aspetos práticos deste adiamento são múltiplas. Desde logo, sobre as implicações da decisão no processo de apuramento dos atletas. "São as federações internacionais que vão decidir. Parto do princípio que quem já adquiriu direito a participar nos Jogos mantém esse apuramento", diz ao CM José Manuel Constantino.

No capítulo das certezas, existe uma que desde logo releva: os custos vão disparar. "Isto tem, de facto, implicações financeiras. Em dois planos. Por um lado, porque prolonga o tempo do plano de preparação desportiva em, tudo indica, um ano. Por outro lado, há despesas efetuadas no âmbito da missão que não sabemos se vão ser transferidas, se vão ser reembolsadas ou se vão ser perdidas. São viagens, alojamentos e todo um conjunto de gastos já efetuados ou sinalizados", explica o presidente do COP. Sobre o valor do impacto financeiro, José Manuel Constantino não avança com números.

"É cedo para determinar esse aspeto, até porque ainda não se conhece a nova data dos Jogos." Quanto às bolsas olímpicas, o dirigente tem opinião segura: "Terão de se manter. Os atletas, os treinadores e as federações não poderão ser prejudicados."

"Estávamos a ficar ansiosos"
"Tendo em conta o que está a acontecer no Mundo, este adiamento foi uma boa medida. É preferível assim do que protelar decisões por mais tempo. Estávamos a ficar ansiosos com tanta instabilidade", diz Fernando Pimenta ao CM. O canoísta, um dos 34 atletas portugueses já com apuramento assegurado para Tóquio, terá agora de planificar toda a época, de forma a chegar ao próximo ano "na melhor forma possível."

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