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Correio da Manhã

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Ex-Leões do Rio Ave castigam equipa de Amorim com empate

Sporting fez uma má exibição mas marcou um golo, por Pote, num dos poucos lances perigosos que criou perante o adversário.
Octávio Lopes e João Moniz 16 de Janeiro de 2021 às 01:30
Gelson Dala, que decidiu o jogo, em luta com  os leões Tabata e Palhinha
Gelson Dala, que decidiu o jogo, em luta com os leões Tabata e Palhinha FOTO: Paulo Calado
O Sporting fez esta sexta-feira uma má exibição, em Alvalade, e foi bem castigado com um empate (1-1), diante do Rio Ave, cujo golo foi obra de três ex-leões: Francisco Geraldes, Carlos Mané e Dala, que faturou.

Depois da derrota (0-2) com o Marítimo e consequente eliminação da Taça de Portugal, a equipa de Amorim não deu mostras de qualquer melhoria: fez uma primeira parte que foi um autêntico bocejo. Perante um Rio Ave que só defendeu, o líder da Liga não teve imaginação para criar perigo, apesar de ter sido o dono da bola. Nas únicas vezes em que houve algum futebol digno desse nome o leão marcou (42’) por Pedro Gonçalves (Pote), Kieszec fez uma grande defesa num remate de Tiago Tomás (44), fora da área, e Nuno Santos teve uma ‘meia-volta’ na área por cima da barra. Foram lances desenquadrados de tudo o que estava a acontecer, tal a quantidade de asneiras protagonizadas pelos jogadores da equipa que lidera a Liga.

A segunda parte foi, praticamente, mais do mesmo, por parte dos sportinguistas, enquanto o Rio Ave subiu uns furos, poucos, no capítulo da ousadia atacante. E teve mesmo um primeiro aviso numa jogada em que Adán teve de sair da baliza para impedir que Mané fizesse estragos. Logo a seguir, os leões falharam numa saída para o ataque, como, aliás, sucedeu com frequência. Francisco Geraldes fugiu a João Mário, soltou para a direita onde apareceu Carlos Mané a cruzar para Dala, à boca da baliza, bater Adán.

Na parte final, o Sporting foi para o ataque, mas Kieszec continuou a ter uma tarde/noite sem grandes preocupações. E só sujou o equipamento numa cabeçada inofensiva de Coates, após um livre de João Mário.

"Só podemos queixar-nos de nós"
"Só podemos queixar-nos de nós por não levarmos uma vitória", afirmou Rúben Amorim. No primeiro jogo desde que, formalmente, é reconhecido pela Liga como treinador principal do Sporting, Amorim lamentou a desconcentração da equipa na 2ª parte. Isto apesar da sua presença constante junto à linha lateral a incentivar os jogadores. E ainda foi avisado pelo árbitro, aos 84’, devido a protestos.

Análise ao jogo
Positivo: Golo do Rio Ave
O Rio Ave chegou ao 1-1 numa bela combinação ofensiva - Francisco Geraldes soube temporizar antes de abrir para Mané centrar a régua e esquadro para Dala faturar.  

Negativo: Sporting
As ausências de Nuno Mendes, Feddal, Neto e Sporar não justificam a fraca exibição do Sporting, que teve bola mas não teve ‘golpe de asa’ nas manobras ofensivas.  

Arbitragem: Razoável
Hélder Malheiro começou mal, com um inacreditável amarelo para Plata, que fez um ‘carrinho’ normal para tirar uma bola a Mané. Benefício da dúvida num lance em que Coates é tocado na área por Coentrão.  


Análise aos jogadores
Pote - Mais uma vez foi letal a surgir na área para marcar o 12.º golo na Liga. Menos influente na construção de jogo, mas está longe de ser o maior responsável pela inoperância ofensiva leonina.
Adán – Não teve trabalho (o Rio Ave fez 2 remates). Sem hipóteses no golo sofrido.
Eduardo Quaresma – Até estava a cumprir, mas deixa Dala sozinho nas suas costas no lance do 1-1.
Coates – Seguro a defender e ainda tentou dar uma ajuda no ataque nas bolas paradas.
Borja – Viu-se que não é central no modo como deixou a bola passar para Mané fazer a assistência no 1-1.
Porro – Menos incisivo no apoio ao ataque do que o habitual. A equipa ressentiu-se da falta de largura que costuma emprestar ao coletivo.
João Mário – Fez a bola circular, mas sem criar desequilíbrios. Batido por Geraldes no golo do Rio Ave.
Palhinha – Recupera imensas bolas e empresta fibra à equipa. Na única vez em que não controlou o seu raio de ação o Rio Ave marcou.
Plata – Não parece talhado para fazer todo o corredor, muito menos à esquerda. Mas fez a assistência para golo.
Tiago Tomás – Um remate perigoso de fora da área e mais nada digno de registo.
Nuno Santos – Teve o 2-0 nos pés aos 45+2’ mas rematou por cima. Exibição frouxa.
Jovane Cabral – Um bom passe para Tomás e mais nada.
Tabata – Devia ter decidido melhor um par de vezes.
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