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Correio da Manhã

Desporto
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FC Porto acusa Sporting de querer "cometer crime público" com testes de jogadores à Covid-19 e faz queixa à Liga e DGS

Em causa o facto de os leões afirmarem que Nuno Mendes e Sporar podem ir a jogo esta terça-feira.
18 de Janeiro de 2021 às 21:09
O FC Porto, através do diretor de comunicação Francisco J. Marques, acusa do Sporting de ter a "intenção de cometer um crime público" depois de os leões terem revelado que os testes de Nuno Mendes e Sporar foram falsos positivos e que contariam com esta dupla para a meia-final da Allianz Cup. Através do Twitter, Francisco J. Marques diz que o FC Porto comunicou a situação "à Liga e DGS e espera que as autoridades façam cumprir a lei, sob pena de ter de repensar a participação na competição".

"No dia em que as autoridades apertaram as medidas para a contenção da pandemia o Sporting anunciou a intenção de cometer um crime público. Os jogadores Nuno Mendes e Sporar testaram positivo há quatro dias, mas o Sporting diz que estão em condições de defrontarem o FC Porto", refere J. Marques na sua conta do Twitter.

"O protocolo da DGS, assinado pela dra. Graça Freitas, é claro, mesmo nos casos assintomáticos obriga a dez dias de isolamento após o teste positivo. Tudo o que fuja a isto é um crime público que numa altura de crescimento exponencial de casos e de mortes é inaceitável", acrescentou.

"Os atletas em causa, positivos inequívocos dia 13, se não tiverem manifestações graves da doença, como se deseja, poderão voltar a jogar dia 23. Isso é verdade para os jogadores do Sporting, para os do FC Porto e para qualquer cidadão que nesse mesmo dia tenha testado positivo", apontou ainda o diretor de comunicação dos dragões.

"É extraordinário e terrível que um clube com as responsabilidades do Sporting se deixe seduzir pela miragem da vitória a qualquer preço para tentar atropelar a lei e ser um péssimo exemplo para toda a população. A estupidez, mesmo quando assintomática, é muito perigosa", acusou, antes de um último apontamento: "O FC Porto comunicou esta situação à Liga e à DGS e espera que as autoridades façam cumprir a lei, sob pena de ter de repensar a participação na competição, para defesa de todos os intervenientes. É uma questão de saúde pública."
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