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Correio da Manhã

Desporto

FC Porto lidera campeonato após jogo sofrido frente ao Portimonense

Jackson Martínez falhou uma grande penalidade ao cair do pano na primeira parte.
Mário Figueiredo 24 de Fevereiro de 2020 às 01:30
Golo de Alex Telles dá vitória ao FC Porto sobre Portimonense
FC Porto - Portimonense
FC Porto - Portimonense
FC Porto - Portimonense
FC Porto - Portimonense
FC Porto - Portimonense
FC Porto - Portimonense
FC Porto - Portimonense
Golo de Alex Telles dá vitória ao FC Porto sobre Portimonense
FC Porto - Portimonense
FC Porto - Portimonense
FC Porto - Portimonense
FC Porto - Portimonense
FC Porto - Portimonense
FC Porto - Portimonense
FC Porto - Portimonense
Golo de Alex Telles dá vitória ao FC Porto sobre Portimonense
FC Porto - Portimonense
FC Porto - Portimonense
FC Porto - Portimonense
FC Porto - Portimonense
FC Porto - Portimonense
FC Porto - Portimonense
FC Porto - Portimonense

Um golo de Alex Telles permitiu ao FC Porto vencer o Portimonense e assumir a liderança do campeonato, ainda que o Benfica só jogue esta segunda-feira com o Gil Vicente, num jogo que fica marcado pela grande penalidade falhada por Jackson Martínez.

Sérgio Conceição mostrou respeito pelo Portimonense. Não foi em poupanças a pensar na Liga Europa. E fez bem. Pois as poupanças podiam ter saído muito caro.

O FC Porto entrou em ritmo lento. Sentiu-se o cansaço do jogo na Alemanha com o Bayer Leverkusen. O futebol portista não era nada fluído. Mas mesmo assim, a equipa de Sérgio Conceição manteve um ascendente no jogo. Criou situações de golo, mas pecou na finalização.

Corona acabou por ser dos mais ativos. O Portimonense não subia no terreno e o lateral adaptado aproveitava para criar perigo. Também Soares dispôs de duas boas situações, mas falhou.

O ineficácia portista fez o Portimonense acreditar que podia sair do Dragão com pontos. Jackson Martínez deixava a cabeça de Mbemba, o elo mais fraco portista, e o cabeceamento ao lado era o primeiro aviso.

Pouco depois, foi a vez de Uribe comprometer. Uma entrada fora de tempo dentro da área sobre Jackson Martínez valeu penálti.

Hugo Miguel recorreu ao VAR. No entanto, o antigo jogador do FC Porto acabou por rematar muito por cima, recebendo a ovação da noite.

Na etapa complementar, o FC Porto continuou lento. Sérgio Conceição fez entrar Nakajima e Zé Luís. A equipa modificou-se ganhando mais acutilância, mas revelava carências na finalização.

O Estádio do Dragão tremia com a possibilidade de a equipa ceder pontos. Zé Luís ainda ficou a pedir uma grande penalidade. Percebe-se um toque no pé dentro da área, mas desta vez o VAR mandou seguir.

A nervos da bancada passavam para a equipa. Otávio apareceu com um remate ao lado e Luís Díaz falhou uma emenda que parecia fácil.

Os algarvios já acreditavam que podiam levar pontos, quando apareceu Alex Telles. O lateral-esquerdo surgiu à entrada da área e atirou uma bomba indefensável para Gonda, que ainda voou...

Uma explosão de alegria que vale a liderança no campeonato e coloca pressão sobre o rival Benfica que esta segunda-feira joga em Barcelos, com o Gil Vicente, equipa que já venceu o FC Porto, o Sporting e empatou com o Sp. Braga.

Análise
Alex Telles não treme
O defesa-esquerdo portista apareceu quando a equipa mais precisava. Um descuido da defesa algarvia deu-lhe espaço e uma bomba indefensável garantiu uma vitória que vale a liderança, à condição, no campeonato, mas que foi muito sofrida.

Jackson Martínez
É um jogador de grande qualidade, com provas dadas. Contudo, desperdiçar um penálti frente a uma equipa como o FC Porto é fatal para as pretensões de qualquer formação, e este domingo não foi exceção. O remate nem acertou na baliza.

VAR ajuda no penálti
Hugo Miguel foi bem auxiliado pelo VAR, que viu a falta de Uribe sobre Jackson Martínez e que resultou no penálti que o colombiano viria a falhar.

Dúvidas num agarrão a Soares e numa falta sobre Zé Luís, que ficou a pedir grande penalidade.

Sérgio Conceição nega ansiedade
Sérgio Conceição confessou-se surpreendido pela ação do Portimonense no Estádio do Dragão, o que acaba por explicar as dificuldades portistas.

"Esperamos sempre adversários difíceis mas o Portimonense jogou de forma diferente, com uma defesa mais alta e muito consistente. Na 1ª parte tivemos três ocasiões para marcar e neste género de jogos quando se marca as coisas ficam diferentes", garantiu o técnico do FC Porto, que não escondeu o alívio pelo golo de Alex Telles.


"A ação do banco acabou por desbloquear o jogo, fomos para cima do adversário e é de louvar o esforço do grupo", garantiu, salientando "não faltar frescura" ao plantel.

O FC Porto dorme na liderança, à espera do resultado do Benfica em Barcelos. Para o técnico portista, o importante é mesmo no final. "Não estamos ansiosos, queremos estar em primeiro em maio. É saboroso", finalizou.

Bomba de Alex Telles decisiva
Marchesín – Uma noite tranquila, sem trabalho.

Corona – Dá profundidade ao flanco e surge com perigo no ataque. Esteve perto do golo.

Mbemba – É o elo mais fraco dos dragões. Inseguro, quase comprometeu. Dificuldades em marcar Jackson Martínez.

Marcano – Deve ter saudades de Pepe. Mesmo assim tem cumprido.

Uribe – Imprudente no lance que resultou em penálti por falta sobre Jackson. Uma entrada que podia ter deitado tudo a perder.

Sérgio Oliveira – Boa visão de jogo e passes a criar desequilíbrios.

Otávio – Sempre em alta rotação, obriga os companheiros a subirem de ritmo.

Luis Díaz – Rápido e perigoso. Causou desequilíbrios, com bons cruzamentos para a área. Desperdiçou uma boa oportunidade quando falhou a emenda ao 2º poste.

Marega – Discreto e intermitente. A defesa algarvia não lhe concedeu espaço na área.

Soares – Criou situações de perigo, mas revelou-se ineficaz. Um cabeceamento perigoso ao lado.

Nakajima – Entrou e agitou o jogo portista com rasgos de criatividade.

Zé Luís – Caiu na área e ficou a pedir penálti.

Romário Baró – Trouxe irreverência.

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