Barra Cofina

Correio da Manhã

Desporto
7

FC Porto teve de suar para vencer Olympiacos na Champions

FC Porto foi melhor, marcou um golo e perdeu uma grande oportunidade; o Olympiacos também teve uma boa ocasião, safa por Mbemba.
Octávio Lopes 28 de Outubro de 2020 às 01:30
Sérgio Oliveira procurar  ultrapassar  Randjelovic, do Olympiacos
Sérgio Oliveira procurar ultrapassar Randjelovic, do Olympiacos FOTO: Reuters
O FC Porto teve esta terça-feira de suar muito para ganhar (2-0) ao Olympiacos, no segundo jogo do grupo C da Champions, e assim arrecadar 2,7 milhões de euros. Sem terem feito uma boa exibição no 100º triunfo na competição, os portistas foram capazes de aproveitar duas das oportunidades que criaram, ao contrário dos gregos, que tiveram a pontaria desafinada.

A partida começou lenta, com muitas trocas de bola no meio campo e pouca verticalidade. Os dragões mandavam, mas não conseguiam criar perigo. Até que, no minuto 11, o capitão do Olympiacos, Bouchalakis, atrapalhou-se num passe - chutou com o pé direito contra o esquerdo. A bola sobrou para Sérgio Oliveira, que centrou para a área. Rúben Semedo falhou o corte e Fábio Vieira, com muita calma, rematou certeiro e abriu o marcador.

Assim que se apanharam a perder, os gregos subiram um pouco as linhas, mas o melhor que conseguiram foi um bom centro de Rafinha na direita que foi para El Arabi cabecear à figura de Marchesín. Na resposta, Sérgio Oliveira isolou Marega que acertou em José Sá. Momentos depois, o mesmo Marega, desta vez isolado por Fábio Vieira, falhou no último passe. Dois desperdícios. Tinham decorrido 33 minutos. Até ao intervalo de um jogo que estava a ser intenso, mas desinteressante, a equipa orientada por Pedro Martins subiu de rendimento. E só não empatou num remate bombeado de Valbuena, porque Mbemba, perto do risco fatal, aliviou para canto, depois de um mau alívio de Marchesín.

A segunda parte começou como tinha acabado a primeira - com o Olympiacos a mandar. Foi assim até aos 75 minutos. Nesse período, Marchesín brilhou numa bomba de Randjelovic e Rúben Semedo falhou o alvo por pouco, de cabeça, na sequência de um canto. Nos últimos 15 minutos, o FC Porto equilibrou - fruto, essencialmente, da entrada de Grujic que foi jogar ao lado de Uribe no meio-campo - e com o decorrer dos minutos voltou mesmo a dominar. Como corolário desse ascendente, Sérgio Oliveira fez o 2-0, de cabeça, após centro de Marega. O Olympiacos ainda respondeu, mas Marchesín defendeu bem um remate do isolado Hassan.

Rúben Semedo: "Perdemos por detalhes"
"Perdemos por detalhes. Tivemos grande parte da posse de bola, oportunidades, mas não concretizámos e o FC Porto foi feliz nas duas vezes que chegou à nossa baliza. Temos de aprender com o jogo para não voltar a cometer os mesmos erros", disse Rúben Semedo, central do Olympiacos.

"Mexidas no jogo foram felizes"
Sérgio Conceição mostrou-se muito satisfeito com a vitória e pelo trabalho dos jogadores. "Fizemos um golo e tivemos uma outra oportunidade logo a seguir em que podíamos ter marcado", disse o técnico portista, que admitiu algumas dificuldades da equipa no segundo tempo. Ainda assim, as alterações acabaram por ser decisivas para Conceição: "Fomos ajustando ao longo do jogo para dar consistência defensiva. As mexidas no jogo foram felizes. Depois, chegámos ao segundo golo de forma justa pelo que o resultado é justíssimo". Sérgio elogiou os seus jogadores, que tiveram pela frente "uma equipa muito experiente, "mais fresca, madura e mais forte fisicamente". "Os jogadores deram uma resposta fantástica. Mostrámos mais uma vez que as equipas e os jogadores portugueses têm qualidade. Parabéns a eles", salientou. Sobre o regresso do público ao Estádio do Dragão, muitos agradecimentos: "Foi muito importante . Os poucos adeptos deram o mesmo calor que os 45 mil que costumavam aqui estar. O meu agradecimento a eles, que vieram mesmo apesar do mau tempo".

ANÁLISE
+ Golos e Marchesín
Fábio Vieira e Sérgio Oliveira aproveitaram bem as oportunidades que tiveram. Marchesín teve um erro, mas fez duas grandes defesas.

- FC Porto
A exibição do FC Porto durante largos minutos - faltou arte, imaginação e verticalidade para ultrapassar um adversário aguerrido.

Erros sem influência
O alemão Daniel Siebert não teve influência no resultado. Mas cometeu erros que prejudicaram o FC Porto - cantos e lançamentos laterais.
FC Porto Olympiacos Champions questões sociais
Ver comentários