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Correio da Manhã

Desporto
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Festa até às lágrimas no jogo entre Sporting e Boavista

Amorim guardou Palhinha no banco. Mal entrou, viu o amarelo que o retira do dérbi com o Benfica, agora a seis pontos.
Sérgio Pereira Cardoso 27 de Janeiro de 2021 às 01:30
João Mário, que dá qualidade à equipa leonina,  ganha  lance aéreo
João Mário, que dá qualidade à equipa leonina, ganha lance aéreo FOTO: Direitos Reservados
Muito verde e um amarelo. Depois da conquista da Taça da Liga, o Sporting retomou o caminho dos triunfos no campeonato e até perdoou uma goleada ao Boavista. Um primeiro golo de Nuno Santos e um segundo golaço de Porro mantiveram um sorriso no líder, que acabou amarelado pelo cartão que deixa Palhinha fora do dérbi com o Benfica, agora a seis pontos.

Extra! Extra! As primeiras notícias oriundas do Bessa davam logo conta de novidades nos onzes. Rúben Amorim a deixar, precisamente, Palhinha - um dos homens em risco de exclusão - de fora, e Jesualdo Ferreira a alinhar no agora afamado esquema de três centrais.

Novos motivos de excitação só depois de 20 minutos corridos. Quando os houve, foi a sério. Nuno Mendes encontra Nuno Santos na área e o extremo finaliza de primeira, sem direito a festejo imediato, já que o auxiliar levantou a bandeirola. O VAR entrou em ação e percebeu que o esquerdino estava 10 centímetros em jogo. Golo.

Descoberto o caminho para as oportunidades, a torneira nunca mais fechou. Nuno Mendes (26’) errou o alvo por pouco, Feddal (30’) assustou de cabeça e, a seguir, Sporar (33’) assustou-se com a baliza à mercê.

Foram minutos e minutos de sentido único na Boavista. E só por milagre é que o Sporting não aumentou a vantagem. Jovane viu Porozo a cortar a bola em cima da linha e João Mário deslumbrou-se na cara de Léo Jardim, acertando no guarda-redes depois de um pormenor delicioso. A única vez que a turma axadrezada ameaçou foi por erro de Neto, num atraso que Adán conseguiu resolver.

Jesualdo bem mexeu ao intervalo, voltando à linha de quatro, mas não estancou a sangria nas alas. Nuno Santos passou a voar por Cannon e deu um golo cantado a Sporar que, contudo, deixou a bola escapar. João Mário finalizou, aos 60’, uma hora de desperdício total.

E então o Boavista acreditou. As subidas no terreno começaram a colocar o Sporting em sentido. Tanto assim foi que Palhinha teve mesmo de entrar. Logo viu Porro fazer uma obra de arte - domínio de bola e remate fantástico para o 2-0. Se calhar, na cabeça de Amorim ainda passou a ideia de voltar a tirar Palhinha. À primeira falta, o médio viu o primeiro cartão da partida, quatro minutos depois de entrar. Falha o dérbi e deixa um toque amarelado no sorriso de um leão em festa.

Tabata recupera da covid a tempo de jogar e plantel está ‘limpo’
Tabata foi esta terça-feira para o banco e entrou no jogo aos 88 minutos. O brasileiro foi convocado mal ficou disponível após os dez dias de confinamento devido à Covid-19, e sem ter feito nenhum treino. O teste positivo de Tabata foi conhecido no dia 17, mas o Correio da Manhã sabe que esse despiste tinha sido feito no dia 16. Como tal, os dez dias de isolamento terminaram na segunda-feira, dia 25, tornando o futebolista elegível para jogar ontem. Ao que o CM apurou, além dos testes PCR realizados 48 horas antes do jogo, também os testes antigéneo feitos pelos leões não detetaram mais casos de Covid-19 no plantel.

Santos dá oxigénio para o dérbi
o Adán – Saída atenta dos postes para resolver um mau atraso de Neto.
o Luís Neto – Arriscou o amarelo. Um atraso comprometedor bem resolvido por Adán.
o Coates – É o patrão da defesa. Vai orientando Neto e Feddal. Seguro.
o Feddal – Aventurou-se na frente e esteve perto do golo, com um golpe de cabeça.
o Porro – Mangas não o deixou subir tanto, mas criou desequilíbrio. Marcou um golão numa bomba de fora da área.
o Matheus Nunes – Fez de Palhinha e agarrou o meio-campo axadrezado.
o João Mário – Uma jogada de luxo dentro da área, mas rematou contra o guarda-redes. Traz qualidade ao jogo.
o Nuno Santos - Tem instinto matador. Fez o 1-0, à ponta de lança, após passe de Nuno Mendes. Serviu ainda Sporar, mas o companheiro de equipa fartou-se de desperdiçar golos fáceis.
o Nuno Mendes – Fez a assistência para o golo de Nuno Santos. Serviu ainda Sporar que desperdiçou. Bom remate rente ao poste.
o Jovane – Grande visão de jogo e qualidade de passe. Iniciou a jogada do primeiro golo. Viu Porozo negar-lhe um golo em cima da linha.
o Sporar – Desperdiçou golos uns atrás dos outros. Uma noite para esquecer...
o Bragança – Refrescou.
o Palhinha – Entrou e viu o amarelo que o tira do dérbi.
o Tiago Tomás – Esforçado.
o Tabata– Agitou com um remate colocado.

ANÁLISE
Esquerda, direita, volver
O Sporting é muito forte no jogo pelas alas e começou por resolver o jogo à esquerda, através da ligação entre Nuno Mendes e Nuno Santos. Remate final veio do lado contrário, com Pedro Porro (outra vez) a marcar um dos golos da temporada.

Perdão pagou-se caro
Rúben Amorim garante que a gestão de Palhinha foi por questões físicas, mas a cara que fez no amarelo e o choro do médio no final dizem o contrário. Fatura pesada resultante de tanto desperdício de golos. Sporar, então, tem culpa redobrada.

Depois de 30 faltas...
Fábio Veríssimo assinalou três dezenas de faltas antes da cometida por Palhinha e nem um amarelo. O médio do Sporting tinha entrado quatro minutos antes e divide o lance. A falta aceita-se, mas o cartão, com o critério anterior, é incompreensível.
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