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FIFA proíbe Aves de inscrever novos atletas por dívidas de 37,5 mil euros a três clubes

Clube apresentou no Tribunal da Comarca de Santo Tirso ações de destituição e despejo dos órgãos sociais da SAD.
Lusa 2 de Outubro de 2020 às 16:23
Futebol
Futebol FOTO: Getty Images
A FIFA tem proibido o Desportivo das Aves de inscrever novos futebolistas desde três de agosto, assente nas dívidas da SAD de quase 37,5 mil euros a três clubes pelos direitos de formação de dois ex-atletas.

"No processo de Bruno Xavier, o CD Aves foi condenado a pagar 7.500 euros mais juros ao Nacional AC e 10.000 euros mais juros ao Sport Recife. Em relação ao litígio sobre Andrés Cabrera, deve pagar 19.948,63 euros mais juros ao Forjadores de Campeones", confirmou à agência Lusa um porta-voz do organismo regulador do futebol mundial.

As três decisões foram tomadas pela Câmara de Resolução de Disputas da FIFA e associam-se a dois médios sul-americanos que estiveram ligados aos avenses até à última temporada, tendo o brasileiro somado sete aparições pela equipa principal, ao passo que o colombiano evoluiu pela equipa B e esteve cedido a Canelas e Gondomar.

"Andámos numa luta diária para levantar esta interdição. Como o despacho do Processo Especial de Revitalização suspende as nossas sanções executivas, estávamos convictos de que o conseguíssemos fazer em relação à FIFA, mas só são suspensas as sanções ocorridas após a publicação do despacho", explicou à Lusa a acionista Estrela Costa.

A administração liderada pelo chinês Wei Zhao viu negado o pedido de adiamento da partida de estreia na Série B do Campeonato de Portugal, do qual desistiu há uma semana, tendo a falta de comparência ao terreno do Berço resultado numa derrota administrativa por 3-0 e na subtração de três pontos, acrescidos de 510 euros de multa.

A estrutura incorre também numa multa entre 1020 e 5100 euros, já que o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) ordenou na terça-feira o "prosseguimento dos autos" associados ao incumprimento de "inobservância de outros deveres", postulado no artigo 127.º do regulamento disciplinar da Liga de clubes.

Além dos três processos que impedem o Desportivo das Aves de inscrever novos atletas durante uma época e meia, equivalente a três períodos de inscrição seguidos, há outras ações ainda em fase de instrução e uma decisão condenatória à espera da reabertura do mercado, em janeiro de 2021, para prolongar as sanções sobre clube e SAD.

A FIFA não faz distinção entre as duas personalidades jurídicas e a direção de António Freitas assume estar a estudar "todas as soluções possíveis" para competir em 2020/21 na II Divisão distrital da Associação de Futebol do Porto, após ter anunciado no sábado a desistência da II Divisão de futsal pela inviabilidade de "um projeto consistente".

O clube apresentou no Tribunal da Comarca de Santo Tirso ações de destituição e despejo dos órgãos sociais da SAD e prepara uma assembleia-geral extraordinária, destinada a esclarecer os associados sobre o futuro do Desportivo das Aves, cuja convocatória aguarda pela autorização da Delegação de Saúde de Santo Tirso.

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