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Correio da Manhã

Desporto
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Frederico Varandas vai ser recebido pelo Governo sobre violência no desporto

Sporting tem considerado que a violência no desporto é um "problema da sociedade portuguesa".
Lusa 4 de Janeiro de 2020 às 12:03
Frederico Varandas
Frederico Varandas FOTO: Sérgio Lemos

O presidente do Sporting, Frederico Varandas, vai reunir-se com o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna e o do Desporto, na quarta-feira, na sequência do pedido 'leonino' sobre a violência no desporto.

Em comunicado, o Ministério da Administração Interna anunciou a marcação da reunião, que vai ocorrer "a pedido do Sporting", na quarta-feira, às 10:30, com o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís, e o secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo".

"O tema da segurança no contexto desportivo tem vindo a ser acompanhado pelo Ministério da Administração Interna e pelo Ministério da Educação, em constante diálogo e articulação com as diferentes entidades com responsabilidades na matéria, nomeadamente clubes e associações desportivas", lê-se no comunicado.

O Sporting tem considerado que a violência no desporto é um "problema da sociedade portuguesa", apelando, de forma recorrente, à intervenção do Estado nestas situações.

"Não é já apenas um problema do Sporting, é também um problema do futebol português, é também um problema do Estado Português e não há mais tempo, nem mais pretextos, para que se continue a assobiar para o lado perante as evidências e perante os gravíssimos sinais que todos podem observar", escreveu o clube, num comunicado sobre os insultos a que equipa de futebol foi alvo em Ponta Delgada, antes da visita ao Santa Clara.

No dia seguinte, em 17 de dezembro de 2019, o secretário de Estado da Juventude e Desporto (SEJD) disse compreender "alguma insatisfação" do presidente do Sporting, Frederico Varandas, ressalvando que "são matérias do foro interno dos próprios clubes".

João Paulo Rebelo referiu que "a mensagem, muitas vezes difundida, de que há inação do Estado, não ajuda" e garantiu que "não há inação, as instituições funcionam e estão a fazer o seu trabalho".

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