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Correio da Manhã

Desporto
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Japonês Nakajima trouxe a solução para o dilúvio no FC Porto

Dragão entrou bem e voltou a apostar no futebol rendilhado. Golo do japonês, porém, é precedido de falta.
Sérgio Pereira Cardoso e Mário Figueiredo 20 de Dezembro de 2019 às 01:30
Nakajima, em vantagem em lance com Francisco Ramos, estreou-se a marcar com a camisola do FC Porto
FC Porto - Santa Clara
FC Porto - Santa Clara
FC Porto - Santa Clara
Nakajima, em vantagem em lance com Francisco Ramos, estreou-se a marcar com a camisola do FC Porto
FC Porto - Santa Clara
FC Porto - Santa Clara
FC Porto - Santa Clara
Nakajima, em vantagem em lance com Francisco Ramos, estreou-se a marcar com a camisola do FC Porto
FC Porto - Santa Clara
FC Porto - Santa Clara
FC Porto - Santa Clara
Um golo único de Shoya Nakajima foi a chave do FC Porto para os quartos de final num jogo de futebol que, na segunda parte, se tornou outro desporto. A depressão ‘Elsa’ fez-se sentir - e de que maneira! -, mas, enquanto deu, os dragões conseguiram mostrar que o novo projeto de jogo veio para ficar. O apuramento é justo, apesar de o lance decisivo estar ferido de falta.

No lançamento para a partida, Sérgio Conceição mudou quatro peças e João Henriques nove. Nos da casa, manteve-se a aposta criativa - Uribe e Otávio no miolo, Nakajima atrás de Zé Luís. E a proposta, sublinhe-se, é muito interessante. S. Pedro foi mais meigo no início do encontro e os azuis-e-brancos voltaram a fazer do futebol apoiado, com trocas rápidas e curtas de bola, o plano A. O Santa Clara viu-se imediatamente encostado às cordas.

Zé Luís, aos 5’ e aos 17’, obrigou André Ferreira a duas excelentes intervenções e depois arrumou com um adversário num pontapé aéreo sem maldade, mas muito arriscado.

Nakajima já era claramente o centro das operações e tornou-se a estrela do jogo com uma passadeira estendida por Jesús Corona - jogada à direita, um empurrão no adversário e bola para o japonês apenas encostar. Fábio Veríssimo mandou seguir. 1-0. Pouco depois, ‘Naka’ quis devolver o gesto ao mexicano, mas o guardião adversário levou a melhor, tal como Diogo Costa, na baliza contrária, a responder bem a tiro longínquo de Francisco Ramos.

E pronto. Veio o intervalo e nova carga de água. O relvado não aguentou e tornou-se um autêntico lamaçal, onde o futebol deu lugar a um outro tipo de desporto. Imperou o chutão para a frente e a luta, saudável, entre os atletas. Shoya ainda fez um bonito túnel, mas não deu para escoar a inundação.

Uma espécie de oportunidade para cada lado - a coisa só lá ia de bola parada - e o apito final que trouxe sorrisos aos pouco mais de 10 mil portistas no Dragão. Tudo para os quartos.

Imagens do túnel mostram confusão
A CMTV revelou esta quinta-feira as imagens inéditas do túnel do Estádio Nacional, que mostram a confusão e empurrões, envolvendo os técnicos Sérgio Conceição (FC Porto) e Pedro Ribeiro (Belenenses SAD), além de vários elementos das duas equipas.

As imagens, já na posse da Polícia e da Liga, revelam que os plantéis do Belenenses SAD e FC Porto se desentenderam, quando se dirigiam para o balneário no intervalo do jogo. Vê-se claramente empurrões e também terá havido gritos. Tanto assim é que um dos homens que seguiam na frente até parou, virando-se para tentar perceber o que estava a acontecer. No meio da confusão há também quem esteja a separar.

Vê-se ainda Sérgio Conceição a andar sozinho à frente, com vários elementos do FC Porto atrás. Não se percebe, todavia, se houve um murro do técnico portista a Pedro Ribeiro.
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