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Correio da Manhã

Desporto
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Leão perdulário mostra fibra

Equipa de Jorge Jesus dominou o jogo com o Baovista e até podia ter goleado se Bas Dost, Gelson e Bruno Fernandes não desperdiçassem golos.
23 de Abril de 2018 às 01:30
Gelson Martins em ação no Sporting-Boavista
Bas Dost marcou penálti que abriu o marcador em Alvalade
 Jogadores em ação no Sporting-Boavista
Jogadores em ação no Sporting-Boavista
Jogadores em ação no Sporting-Boavista
Jogadores em ação no Sporting-Boavista
Jogadores em ação no Sporting-Boavista
Jogadores em ação no Sporting-Boavista
Gelson Martins em ação no Sporting-Boavista
Bas Dost marcou penálti que abriu o marcador em Alvalade
 Jogadores em ação no Sporting-Boavista
Jogadores em ação no Sporting-Boavista
Jogadores em ação no Sporting-Boavista
Jogadores em ação no Sporting-Boavista
Jogadores em ação no Sporting-Boavista
Jogadores em ação no Sporting-Boavista
Gelson Martins em ação no Sporting-Boavista
Bas Dost marcou penálti que abriu o marcador em Alvalade
 Jogadores em ação no Sporting-Boavista
Jogadores em ação no Sporting-Boavista
Jogadores em ação no Sporting-Boavista
Jogadores em ação no Sporting-Boavista
Jogadores em ação no Sporting-Boavista
Jogadores em ação no Sporting-Boavista
O Sporting recuperou este domingo o terceiro lugar da Liga e mantém-se na luta pelo título com um triunfo sobre o Boavista, num jogo em que foi perdulário, mas demonstrou fibra.

Apesar de vários lesionados, Jorge Jesus conseguiu manter a equipa habitual dos últimos jogos, com exceção de Piccini, que foi bem substituído por Ristovski. Os leões entraram fortes e não se notou o cansaço acumulado ou provocado pelo jogo a meio da semana com o FC Porto, em que garantiram nos penáltis a presença na final da Taça de Portugal, ao fim de 120 minutos de jogo intenso.

Impulsionada pelo apoio dos adeptos, a equipa leonina dominou sempre a partida. Um jogo de sentido único, em que apenas na parte final o Boavista logrou aproximar-se da área leonina, mas sem conseguir criar lances verdadeiramente de perigo.

Os leões assumiram cedo as rédeas do jogo. A velocidade de Gelson Martins e o talento de Bruno Fernandes foram massacrando a defesa axadrezada. O golo surgiu pelo inevitável Bas Dost, numa grande penalidade convertida de forma soberba. O lance castigou uma mão despropositada de Robson. Estranho foi mesmo Fábio Veríssimo ter de recorrer ao vídeo-árbitro para confirmar a infração. Nem teve a ajuda do seu auxiliar.

O golo libertou os leões da pressão, mas nem por isso levantaram o pé. Aceleraram ainda mais. Bruno Fernandes ainda isolou Bas Dost, que na cara de Vagner permitiu a defesa do guarda-redes. Aliás, o guardião boavisteiro evitou a goleada e manteve a incerteza do resultado até final.

O talento, a determinação e a vontade dos leões em ampliarem o resultado embatiam em Vagner. Intransponível nos lances de bola corrida. Negou golos a Ristovski, Gelson Martins e Bas Dost.
A tendência manteve-se na segunda parte. Mais leão e muito Vagner. Que o diga Gelson numa bomba de fora da área.

Bas Dost também tentou o golo de cabeça, mas a bola saiu por cima. No entanto, a melhor ocasião de golo da segunda parte foi desperdiçada por Bruno Fernandes (89’), após ter sido isolado por Gelson Martins. Com Bas Dost isolado, preferiu fintar e perdeu a bola para os defesas axadrezados. O leão sobreviveu a mais uma batalha, mas pode ter perdido Mathieu e Acuña, quando faltam apenas duas semanas para o dérbi com o Benfica que pode decidir o segundo lugar e a presença na Champions.

ANÁLISE
MAIS
Bas Dost
Está a revelar-se um exímio marcador de grandes penalidades. Tranquilo, sereno e matador. Ontem somou o seu 33º golo da temporada, o 26º em 27 jogos disputados no campeonato. É o autor de quase metade dos golos apontados pelos leões (60).

MENOS
Robson
Uma mão descarada num cruzamento de Bruno Fernandes deu o penálti que valeu o triunfo da equipa leonina. Um lance disparatado que acabou por matar as pretensões dos axadrezados para o jogo de Alvalade. Podia ter evitado.

Penálti desorado
Arbitragem fraca de Fábio Veríssimo. Não se percebe a necessidade do recurso ao vídeo-árbitro no penálti da mão de Robson que foi cometido à sua frente e de forma descarada. Abusou nos cartões amarelos e foi injusto para Bryan Ruiz. 

"A morrer que seja em campo"
"Foi um jogo difícil, mas fomos o justo vencedor diante do Boavista porque demonstrámos muita determinação, muita alma e coração. Os jogadores não fazem, nem dão mais porque não podem devido ao número de jogos disputados ao longo desta época. Mas como eu lhes disse, se for para morrermos que seja dentro de campo", disse este domingo Jorge Jesus, técnico do Sporting, depois da vitória por 1-0 sobre o Boavista, em Alvalade.

O treinador dos leões elogiou todo o trabalho do grupo, que tem sido abalado com várias lesões ao longo das últimas jornadas da Liga.´

"O Acuña saiu pelo cansaço mas o Mathieu pediu para sair ao intervalo, penso que devido à lesão que tem. Amanhã [esta segunda-feira] serão feitos exames e logo vemos o que temos de fazer. Agora quero dar alguns dias de oxigénio à equipa porque eles merecem, eles fazem a diferença, que é ganhar", concluiu Jesus.



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