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Correio da Manhã

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Leão triunfa na Pedreira frente ao Sp. Braga

Tal como na Supertaça, Jovane e Pote marcaram os golos. Matheus Reis entrou e foi expulso. Ruiz reduziu e Adán segurou o triunfo.
Sérgio Pereira Cardoso e João Moniz 15 de Agosto de 2021 às 01:30
Jovane Cabral controla a bola perante a pressão de Tormena
Jovane Cabral controla a bola perante a pressão de Tormena FOTO: José Gageiro
O Sporting voltou a ser feliz no lugar onde deu o passo decisivo para o título da época passada. Rúben Amorim parece ter transformado um estádio tradicionalmente inóspito para uma casa de sorrisos leoninos. Tal como na Supertaça, Jovane e Pote voltaram a marcar. Só que Matheus Reis entrou a tempo de ser expulso e Ruiz devolveu a esperança minhota num 1-2 que Adán segurou até final.

Foram tantos os encontros nas últimas duas épocas que só mesmo uma baixa de última hora para causar surpresa: Ricardo Horta, por motivos físicos, ficou de fora das contas de Carvalhal. Contas essas que se fazem em 3x4x3, a espelho da tática visitante, o que pode ajudar a explicar o encaixe dos primeiros 30 minutos, com virilidade e entrega nos níveis máximos, mas remates à baliza nos mínimos. Literalmente. Zero.

Um cabeceamento de Coates ao lado (32’) e um par de tentativas tímidas de Lucas Piazón (38’) para Adán foram anúncios de que os espaços começavam a aparecer. E quando surgiu a oportunidade, o leão foi mortífero: um corte da defesa bracarense levou a bola a Esgaio, que, num gesto técnico perfeito, dominou a bola e cruzou ao segundo poste. Jovane mergulhou de cabeça para o 0-1.
Festejos no relvado, na bancada também, com direito a confusão nos camarotes. Já nos descontos, o Sp. Braga teve hipótese de empatar - Fábio Martins rematou de letra, mas o adorno não teve lucro.

Se o final da primeira parte já não tinha sido mau, o início da segunda ainda foi melhor para o Sporting. Um livre de Jovane levou a bola à cabeça de Inácio, mas o central falhou o alvo. Quem não falhou, e na verdade poucas vezes falha, foi Pedro Gonçalves. Palhinha, Matheus, o próprio Pote, Paulinho e Jovane desenharam um lindíssimo lance finalizado pelo melhor marcador da época transata.

Rúben Amorim sorriu e quis corrigir a única debilidade que via, no lado esquerdo. Mas Matheus Reis entrou e levou dois amarelos. O Sp. Braga apertou na reta final - entrou Roger, de 15 anos, o mais novo de sempre na Liga - e apareceu em grande Adán, que só não conseguiu segurar o cabeceamento de Abel Ruiz. O pressing fortíssimo dos minhotos já não evitou a festa dos pupilos de Rúben, que venceu pela quinta vez seguida a antiga equipa.

PSP ferido em desacatos
Um agente da PSP ficou ferido durante confrontos ocorridos no Estádio Municipal de Braga no decorrer do jogo. Os desacatos ocorreram num camarote da bancada nascente, na sequência dos festejos do primeiro golo do Sporting, aos 40’, por Jovane. O agente foi levado, pela Cruz Vermelha de Braga, para o hospital.

Análise ao jogo
Positivo: Jovane também Pote
Foram os mesmos marcadores do jogo da Supertaça. Jovane atirou-se de cabeça para o primeiro e teve cabeça no passe para o segundo da autoria de Pedro Gonçalves, com nova finalização de classe. Rúben Amorim ganha como quer à ex-equipa.

Negativo: A entrada de Matheus
Matheus Reis entrou ali por volta do minuto 60, viu o primeiro amarelo aos 70 e o segundo aos 80. Só 20 minutos em campo a complicar o trabalho feito pelos colegas e um jogo que parecia controlado. Ineficácia ofensiva volta a penalizar os bracarenses.

Arbitragem: Jogo difícil nas áreas
Lances difíceis nas áreas, como na ação de Matheus sobre Coates (32’) e na mão de Esgaio, após ressalto de bola na perna. Mandou jogar, e bem. Paulinho, aparentemente adiantado, não parece ter influência no 0-1. Sem critério disciplinar.

Análise aos jogadores

Sp. Braga
Al Musrati - Sem a ajuda devida, foi tentando equilibrar o duelo no meio-campo. Foi o pêndulo da equipa e o principal responsável por evitar o naufrágio. E ainda ameaçou num remate de longe.
Matheus – Sem hipóteses nos golos sofridos. Esteve bem na saída aos cruzamentos.
Tormena – Pelo centro cumpriu, mas não foi o pronto-socorro ao lado direito que Fabiano precisava.
Paulo Oliveira – Foi o defesa mais regular da equipa.
Raúl Silva – Demasiado agressivo, mas não teve nenhum erro comprometedor.
Fabiano – Como na Supertaça, voltou a perder o duelo com Jovane. Bom cruzamento para o 2-1.
Fransérgio – Exibição fraca no que terá sido a despedida.
Galeno – Muito permissivo a fechar o flanco.
Lucas Piazón – Teve uma boa oportunidade aos 38’ mas rematou fraco.
Abel Ruiz – Marcou um belo golo de cabeça na única oportunidade que teve.
Fábio Martins – Foi dos mais esforçados. Aos 45+3’ podia ter feito melhor em vez de tentar o remate de letra.
André Horta – Uns furos acima de Fransérgio.
Mario González – O ataque melhorou com a sua presença.
Iuri Medeiros – Proporcionou grande defesa a Adán.
Roger – Estreia na Liga.
Rui Fonte – Ajudou no forcing final.

Sporting
Jovane - Tem propensão para grandes exibições frente ao Sp. Braga. A forma como se antecipa para o 1-0 é de goleador e o modo como domina a bola antes de assistir Pote é de craque.
Adán – Três defesas de guarda-redes de equipa grande aos 45+3’, 84’ e 87’.
Gonçalo Inácio – Estava a cumprir mas foi batido por Abel Ruiz no 2-1.
Coates – Foi o farol de segurança na fase de sufoco.
Feddal – Não teve falhas. Útil nas bolas paradas.
Ricardo Esgaio – Porro vai ter de se esforçar. Centro teleguiado para o 1-0.
Palhinha – Teve em Musrati um adversário à altura. Mas a abertura para Jovane no 2-0 desequilibrou a balança.
Matheus Nunes – Percebe-se os elogios de Amorim. Trabalha que se farta e galga metros com a bola controlada.
Rúben Vinagre – Foi o mais fraco da defesa.
Pedro Gonçalves – A forma como marca o 2-0 é uma ode à arte de bem rematar.
Paulinho – Sacrificou-se a trabalhar para a equipa.
Matheus Reis – Não soube conter o ímpeto e expôs a equipa ao ser expulso.
Nuno Santos – Não se viu.
Porro – Voltou a jogar após lesão. Ajudou a defender.
Tiago Tomás – Mais um para equilibrar a equipa.
Ugarte – Fez a estreia.
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