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Correio da Manhã

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Luís Filipe Vieira acusa Nacional de propor empréstimo de jogador a troco de adiar jogo

Presidente dos encarnados mostrou-se crítico do "estado do futebol português".
Lusa 28 de Fevereiro de 2021 às 21:00
Luís Filipe Vieira
Luís Filipe Vieira FOTO: CMTV
O presidente do Benfica acusou este domingo o Nacional de propor o empréstimo do futebolista Diogo Gonçalves para aceitar adiar o encontro da I Liga entre os dois clubes, quando um surto de covid-19 afetava os 'encarnados'.

Luís Filipe Vieira abordou a atualidade do clube, numa entrevista ao seu canal de televisão, e mostrou-se crítico do "estado do futebol português", momento em que revelou a exigência do seu homólogo do clube madeirense, em janeiro.

"Uma coisa que é revoltante, o presidente do Nacional, telefono para ele, que me diz que não pode adiar o jogo, mas se eu lhe emprestasse o Diogo Gonçalves já adiava o jogo. Veja o estado em que andamos no futebol", 'disparou' o presidente do Benfica.

Vieira acusou, ainda, os madeirenses de falta de solidariedade, quando, diz, os 'encarnados' já foram "muito solidários mesmo" com o clube presidido por Rui Alves, num momento em que a equipa atravessava uma grave crise sanitária ,que infetou com covid-19 mais de 27 pessoas da estrutura.

Uma crise que, de resto, levou Luís Filipe Vieira a levantar suspeitas em relação ao momento em que eclodiu, após a visita ao Estádio do Dragão, para visitar o FC Porto, com "27 pessoas infetadas em oito ou nove dias", o que considerou "impensável".

Por esse motivo, Vieira ameaçou mesmo que, na próxima época, se não houver imunidade de grupo para a covid-19 no país, o Benfica não voltará a equipar-se nos balneários dos estádios que visitar.

"O Benfica sai do hotel equipado, vai para o estádio, entra em campo, acaba o jogo e sai. Até a palestra ao intervalo é no relvado. Acaba o jogo e vai direto para o hotel, jantamos lá ou ficamos lá. Nunca mais! É impensável, para mim, 27 pessoas infetadas em oito ou nove dias", justificou.

"O Benfica sai do hotel equipado, vai para o estádio, entra em campo, acaba o jogo e sai. Até a palestra ao intervalo é no relvado. Acaba o jogo e vai direto para o hotel, jantamos lá ou ficamos lá. Nunca mais! É impensável, para mim, 27 pessoas infetadas em oito ou nove dias", justificou.

Na 'mira' de Luís Filipe Vieira estava "o VAR", que levou "todos a pensar que acabou a contestação à arbitragem" quando foi implementado em Portugal, mas, "pelo contrário, complicou".

"Há lances que já tive oportunidade de ir ao VAR ver e é impossível como é que aquela pessoa não viu os penáltis. Estou a falar do jogo com o Moreirense. Não viu porquê? Alguma coisa está mal", questionou Luís Filipe Vieira.

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