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Correio da Manhã

Desporto
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Merci, Jérémy: Homenagem com vitória do Sporting frente ao Belenenses SAD

Jovane marcou dois golos - um deles à karateca! - e foi decisivo na reviravolta.
Sérgio Pereira Cardoso 27 de Junho de 2020 às 01:30
Jovane Cabral, que só jogou a primeira parte e bisou, procura desenvencilhar-se de Phete
Jovane Cabral, que só jogou a primeira parte e bisou, procura desenvencilhar-se de Phete FOTO: Lusa
Um por todos e todos por Jérémy. Na semana em que o central francês se despediu dos relvados, os jogadores do Sporting levaram o nome de Mathieu nas camisolas e conseguiram oferecer-lhe uma vitória para a qual Jovane voltou a ser decisivo: dois golos na reviravolta de 1-0 para 1-3. Rúben Amorim segue invencível e isola-se outra vez no terceiro posto da classificação.

Em 45 minutos, os leões resolveram o encontro. Brilhante, não? Nem por isso. Muito melhor o resultado do que a exibição dos leões na primeira metade. A tremedeira na saída de bola desde a defesa não resistiu à pressão alta dos da ‘casa’ e Licá aproveitou o erro de Ristovski e Quaresma para o 1-0.

A turma de Petit ia amarrando a ideia de Amorim, mas Coates subiu mais alto do que um desamparado Koffi e fez o 1-1, após canto de Plata. A toada pouco mudou e mantinha-se melhor o Belenenses. Só que o futebol conta-se em golos e, quando se fala de Jovane, golos bonitos. Cruzamento de Ristovski e pontapé digno de karaté do cabo-verdiano para o 2-1.
Entretanto, golo anulado, e bem, a Licá, e penálti assinalado, e bem, por falta sobre Sporar. Koffi defendeu a primeira tentativa de ‘Jó’, só que saiu da linha antes do tempo. À segunda, Cabral bisou e fez o 3-1.

Por lesão, a estrela do jogo já não voltou para uma segunda parte em que pouco mais há a contar do que a belíssima entrada de Geraldes e um par de defesas de Koffi e Max. O leão vence e é o rei da retoma.

Análise ao jogo
Positivo: Leão é rei no pós-paragem
Numa classificação pós-paragem, o Sporting seguiria em primeiro, com dez pontos. Amorim continua sem perder e, para o triunfo de sexta-feira, muito valeu a eficácia (três golos em três remates à baliza) numa primeira parte até sofrível dos leões.

Negativo: Falhas a descoberto
A pressão alta e intensa do Belenenses na primeira parte deixou à vista falhas na saída de bola, assumidamente arriscada, do Sporting de Amorim. O 1-0 foi prova disso. Só que a manta dos azuis acabou por destapar na retaguarda e o prejuízo foi fatal.  

Arbitragem: Repetição bem decidida
Apesar de ser contra excessos de zelo na análise da movimentação de um guarda-redes no penálti, o adiantamento de Koffi foi flagrante e, portanto, a repetição justifica-se. Já agora, o penálti é bem assinalado numa arbitragem globalmente positiva.

Análise dos jogadores
Jovane Cabral - Para bom jogador, meio jogo basta: dois golos, um deles de belo efeito. Saiu ao intervalo, por lesão. Leva três jogos seguidos a marcar.
Maximiano – Nada podia fazer no 1-0 e esteve seguro durante o resto do encontro.
Ristovski – É um dos culpados do golo belenense. Resgatou exibição com assistência para golaço de Jovane.
Quaresma – Erro grave no 1-0. Excelente corte aos 23’.
Coates – Fulcral na cabeçada do empate, quase repetia o feito na segunda parte.
Borja – Fora de água em grande parte do encontro.
Nuno Mendes – Pormenores de classe do jovem, embora nem sempre certeiro.
Wendel – Amarrado na primeira parte, pegou na batuta depois do intervalo.
Matheus Nunes – Igualmente preso pela pressão alta da equipa azul, fez um ou outro passe vistoso.
Plata – De positivo, o canto que dá o 1-1 de Coates. De resto, esteve longe do jogo.
Sporar – Adormeceu na cara de Koffi aos 3’, mas nunca se rendeu. Sofreu penálti e foi dor de cabeça constante.
Francisco Geraldes – Excelente entrada. Fartou-se de rematar e ficou perto do golo.
Doumbia – Sem problemas.
Ilori – Seguro.
Camacho – Nervoso.
Battaglia – Sem tempo.
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