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Correio da Manhã

Desporto
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PSP muda de ideias sobre o dérbi na noite de S. João

Comando Metropolitano da PSP do Porto, inicialmente alertado pela Liga, até disse que os adeptos ficariam retidos em casa a ver na TV.
Ricardo Tavares 21 de Junho de 2020 às 01:30
Terça-feira há dérbi no Dragão. Na primeira volta, o FC Porto ganhou (1-0)
Rui Moreira e Eduardo Vítor Rodrigues, presidentes de Porto e Gaia
Terça-feira há dérbi no Dragão. Na primeira volta, o FC Porto ganhou (1-0)
Rui Moreira e Eduardo Vítor Rodrigues, presidentes de Porto e Gaia
Terça-feira há dérbi no Dragão. Na primeira volta, o FC Porto ganhou (1-0)
Rui Moreira e Eduardo Vítor Rodrigues, presidentes de Porto e Gaia
O Comando Metropolitano da Polícia de Segurança Pública do Porto esteve na origem da polémica da data do FC Porto-Boavista, que se realiza na noite de São João – data definida desde o início –, apurou o CM junto de fonte próxima dos clubes.

"Quem levantou mais recentemente o problema foi o Comando Metropolitano da Polícia de Segurança Pública (PSP) do Porto", afirma a nossa fonte, que adianta: "O Comando Metropolitano demonstrou preocupação junto da Direção Nacional da Polícia, que, por sua vez, interpelou a Liga de Clubes.

Posteriormente, houve uma reunião que juntou representantes dos dois clubes e das câmaras do Porto e de Gaia, para lá da PSP, confirmando-se a data definida desde o início."

Em maio, poucos dias depois de a Comissão Permanente da Liga desenhar o calendário, o organizador da competição alertou a PSP para o facto de o jogo se disputar na noite de São João. Segundo a nossa fonte,"a PSP entendeu que não havia problema, porque, assim, até ficavam mais pessoas retidas em casa a ver o dérbi portuense na televisão".

Porto e Gaia admitiram alteração
Ao contrário do FC Porto e do Boavista, que nunca sugeriram a mudança do jogo de terça-feira, as câmaras do Porto e de Gaia admitiram a alteração e até o manifestaram, quarta-feira, em comunicado, baseando-se no último parecer da PSP. Mas, posteriormente, representantes das duas autarquias reuniram com a Polícia, os clubes – que não tinham conhecimento de qualquer reserva por parte da força de segurança – e com a Liga, prevalecendo a data inicialmente definida.
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