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Correio da Manhã

Desporto
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Renan agarra título para o Sporting na Taça da Liga

Leões conquistam o troféu pela segunda vez consecutiva ao baterem o FC Porto nas grandes penalidades.
Mário Figueiredo, Sara Guterres, Filipe António Ferreira e Raul Teixeira 27 de Janeiro de 2019 às 09:44
Festa leonina no final do encontro em Braga. Nani levantou o primeiro troféu do ano
Sérgio Conceição
Marcel Keizer mostrou-se orgulhoso com a conquista do troféu, mas admitiu que o objetivo é o campeonato
O Benfica criticou o facto de o símbolo do clube ter sido esquecido na final. “Falta de respeito”
Renan voltou a ser decisivo na final. Defendeu o penálti apontado por Hernâni
Festa leonina no final do encontro em Braga. Nani levantou o primeiro troféu do ano
Sérgio Conceição
Marcel Keizer mostrou-se orgulhoso com a conquista do troféu, mas admitiu que o objetivo é o campeonato
O Benfica criticou o facto de o símbolo do clube ter sido esquecido na final. “Falta de respeito”
Renan voltou a ser decisivo na final. Defendeu o penálti apontado por Hernâni
Festa leonina no final do encontro em Braga. Nani levantou o primeiro troféu do ano
Sérgio Conceição
Marcel Keizer mostrou-se orgulhoso com a conquista do troféu, mas admitiu que o objetivo é o campeonato
O Benfica criticou o facto de o símbolo do clube ter sido esquecido na final. “Falta de respeito”
Renan voltou a ser decisivo na final. Defendeu o penálti apontado por Hernâni
O Sporting bateu este sábado o FC Porto nos penáltis (3- -1, 1-1 após o tempo regulamentar) e conquistou a Taça da Liga, pelo segundo ano consecutivo, naquele que é o primeiro título do técnico Marcel Keizer pelos leões.

A equipa de Keizer até entrou bem no jogo. Pressionante sobre a bola. Chegou mesmo a dominar o meio-campo na primeira parte. É certo que as situações de perigo escassearam. Nani atirou duas vezes por cima da trave. Raphinha pressionou Vaná e ia marcando num ressalto.

O primeiro remate do FC Porto para a baliza de Renan foi apenas ao minuto 38. André Pereira cabeceou com perigo por cima.

Mas foram os leões que acabaram a primeira metade por cima. Pediram penálti numa mão de Herrera, mas o árbitro esteve bem ao mandar jogar. Bruno Fernandes ainda atirou uma bomba rente ao poste, antes de ir para o intervalo.

Na etapa complementar, o Sporting encolheu-se. O FC Porto entrou melhor. Mais acutilante e disposto a resolver a partida. André Pinto teve de ser substituído com o nariz partido e o seu substituto, Petrovic, num dos primeiros lances também ficou com o nariz torto.

Os dragões foram encostando o Sporting às cordas e sucederam-se os lances de perigo. Até Bas Dost deu uma ajuda na defesa nos lances aéreos.

E até foi com naturalidade que o FC Porto colocou-se em vantagem. Herrera remata forte para uma defesa incompleta de Renan e Fernando Andrade aproveitou para inaugurar o marcador. Renan ficou mal na fotografia por ter largado uma bola que até parecia fácil.

O golo foi um murro no estômago dos jogadores leoninos. No entanto, não ficaram a queixar-se. Nani e Bruno Fernandes, numa segunda parte apagados, apareceram de novo. Com eles, apareceu também o perigo e bom futebol leonino.

Foi uma corrida contra o tempo. Bruno Fernandes com um passe a rasgar para Nani, que tirou um adversário do caminho e cruzou para o cabeceamento ao lado de Bas Dost.

Aos 90 minutos, Óliver numa tentativa de cortar uma bola pontapeou Diaby. O árbitro a poucos metros do lance mandou jogar, mas a intervenção do vídeo-árbitro foi determinante para repor a verdade desportiva. Diaby sofreu uma falta dentro da área. Bas Dost, que já não marcava há cinco jogos e tinha falhado a sua grande penalidade na meia-final com o Sp. Braga, não perdoou. Os leões empatavam a partida e ganhavam um novo fôlego para os penáltis.

Aliás, nos dois títulos de campeão de inverno ganhou todos os jogos nos penáltis. O herói foi o guarda-redes Renan, tal como tinha sido com o Sp. Braga. Defendeu o penálti de Hernâni. O Sporting ergueu o troféu pela segunda vez em dois anos. 

ANÁLISE
Renan: de vilão a herói
Renan foi o principal culpado no golo do FC Porto, quando largou um remate de Herrera para a frente e este foi aproveitado por Fernando. Redimiu-se e recuperou o estatuto de herói ao defender uma grande penalidade de Hernâni e garantir o título de campeão de inverno.

Atitude portista
Sérgio Conceição deu um exemplo de fair play quando cumprimentou Keizer no início do jogo com um abraço, depois de o técnico sportinguista ter perdido um familiar. No entanto, abandonaram o relvado antes dos leões receberem o troféu. Um sinal de mau desportivismo.

VAR foi precioso
Boa arbitragem de João Pinheiro. Rigoroso no capítulo disciplinar. Um fora de jogo mal assinalado a Bas Dost, mas de resto esteve bem. Contudo, valeu a intervenção do VAR para assinalar o penálti por falta de Óliver sobre Diaby. Foi reposta a verdade desportiva.

Bicampeão sem... vencer
O Sporting sagrou-se bicampeão de inverno sem ter vencido um jogo no tempo regulamentar. Ganhou sempre nos penáltis.

Mexicano agitou as laterais na pedreira
o Vaná –
Uma desatenção que podia ter custado caro. A terminar uma grande intervenção a remate de Raphinha.
o Militão –
Cumpriu sem deslumbrar no plano defensivo.
o Felipe –
Muitas dificuldades na saída da bola. Cabeceamento perigoso.
o Pepe –
Vários passes falhados nada habituais no internacional português.
o Alex Telles –
Raphinha foi um osso duro de roer, mas após o intervalo recompôs-se.
o Óliver –
Sem a intensidade habitual. Um passe errado que podia ter comprometido e a falta que resultou no penálti que Bas Dost converteu.
o Herrera –
Primeira parte sem descanso. Nunca conseguiu superar o meio-campo leonino. Veio do intervalo com outra alma. Importante.
o Brahimi –
Técnica está em cada toque, mas quase sempre longe da baliza.
o Marega –
Foi um portento de força e de... pouca qualidade técnica.
o André Pereira –
Teve na cabeça o golo antes do intervalo. De resto, muito fraco.
o Fernando –
No sítio certo para fazer o segundo com a camisola dos dragões.
o Danilo –
Pouco em jogo.
o Hernâni –
Penálti falhado.

Sebastián Coates aguentou o leão
o Renan – Grande defesa a remate de Felipe, antes da falha que resultou no 1-0.
o Ristovski – Segurou bem Brahimi. Algumas incursões no ataque. Seguro.
o André Pinto – O substituto de Mathieu não se intimidou. Bem até sair por lesão.
o Acuña – Muitas dificuldades para travar Corona. Subiu muito o que abriu espaços nas costas. Primeiro a sair.
o Gudelj – Bem na recuperação de bolas. Não tão bem na primeira fase de construção.
o Wendel – Muito solto. Arrisca quando tem de arriscar e raramente perde uma bola.
o Bruno Fernandes – Entrou a todo o gás com várias recuperações. Um livre direto muito perigoso. Importante.
o Raphinha – Diagonais importantes para confundir a defesa dos dragões.
o Nani – Foram dele os primeiros remates com perigo. Muito bem para impedir as investidas de Militão.
o Bas Dost – Muito desapoiado e sem bola. Frio na cobrança dos penáltis.
o Jefferson – Corona fez-lhe uma maldade. Regular.
o Petrovic – Chamado ao eixo da defesa cumpriu.
o Diaby – Ganhou o penálti que resultou no empate.

"As derrotas são difíceis de engolir"
Todas as derrotas são difíceis de engolir, principalmente quando sentimos que fomos mais fortes e que merecíamos ganhar", disse este sábado Sérgio Conceição, treinador do FC Porto, após a derrota.

O técnico dos azuis-e-brancos viu fugir o troféu, mas considera que o plantel do FC Porto esteve por cima no jogo. "Fomos superiores, sempre próximos do último terço e o Sporting quebrou muito o ritmo, a querer arrastar o jogo para os penáltis. Custa perder desta forma. Era um título que nós queríamos. Não conseguimos, há que seguir em frente. Temos de pensar no nosso principal objetivo, que é vencer o campeonato", disse.

Esta foi a terceira derrota consecutiva do FC Porto com o Sporting no desempate por penáltis. Conceição referiu que o FC Porto foi superior em todos esses jogos. Questionado sobre se o resultado foi justo, o técnico foi perentório: "Obviamente que não foi." Sobre a agressão do adjunto Diamantino Figueiredo com a medalha a um adepto, questionou: "Quem é Diamantino? Não vi nada."

"Para mim o mais importante é vencer a Liga"
"Fiquei orgulhoso da conquista e do trabalho de todos os meus jogadores que acreditaram até ao fim. Estou muito satisfeito, mas para mim o mais importante é vencer o campeonato nacional, esse é o grande compromisso da época", disse ontem Marcel Keizer, técnico do Sporting, depois de triunfar nas grandes penalidades (1-3), diante do FC Porto, no Municipal de Braga.

O treinador holandês venceu o primeiro troféu da temporada, permitindo a revalidação do título de campeão de inverno, mas está focado em atingir os restantes objetivos, numa altura em que o Sporting ocupa o quarto lugar na Liga.

"Existe muita alegria neste momento no balneário, mas temos de continuar a lutar dia após dia. O foco e o trabalho tem de ser uma constante neste grupo. Andamos intermitentes, mas temos de conseguir estar lá em cima. Vem aí um jogo para o campeonato, já na quarta-feira [frente ao Vitória de Setúbal], por isso temos de deixar tudo em campo e acreditar sempre até ao fim", admitiu o treinador dos leões.

Dragão em branco na Taça da Liga
O Sporting alcançou ontem a segunda Taça da Liga do seu historial e de forma consecutiva. Por sua vez o FC Porto continua sem inscrever o seu nome no único troféu que ainda não tem no seu museu.

O Benfica, que caiu na final four às mãos do FC Porto (3-1), continua a ser a equipa com mais troféus (7) desde que esta prova foi iniciada, na temporada 2007/2008. Segue-se agora o Sporting com dois títulos. O Vitória de Setúbal conquistou a primeira edição do troféu. Também o Sp. Braga e o Moreirense já levantaram o troféu que atribui o título de Campeão de Inverno.

Para o ano, e tal como tem acontecido nas últimas edições da prova, a fase final da competição volta a jogar-se no Estádio Municipal de Braga.
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