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Silas afirma que presença de jogadores do Sporting em tribunal "não afeta nada"

Técnico vincou que a presença nos treinos estará salvaguardada.
Lusa 30 de Novembro de 2019 às 16:40
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A presença de diversos jogadores do plantel de futebol do Sporting em tribunal por causa do caso do ataque à Academia de Alcochete foi este sábado desvalorizada pelo treinador dos 'leões', Jorge Silas.

Questionado sobre o efeito que a audição dos jogadores no julgamento a decorrer no Tribunal de Monsanto, em Lisboa, pode ter no seu trabalho enquanto treinador e nos próprios atletas, o técnico vincou que a presença nos treinos estará salvaguardada e que, por isso, não terá consequências no seio do grupo.

"Não influencia o meu trabalho, a única coisa que poderia influenciar era eles não estarem no treino e isso não vai acontecer. Já sei que não vamos ter nenhum jogador que não possa treinar porque tenha ido a tribunal, portanto, não vai haver esse problema. Se não pudessem treinar durante uma semana ia afetar, como podem treinar, não afeta nada", explicou, à margem da antevisão ao jogo com o Gil Vicente, no domingo, para a 12ª jornada da I Liga.

Em 09 de dezembro serão ouvidos os primeiros jogadores: o guarda-redes Maximiano, o médio Wendell e o defesa Jeremy Mathieu. O médio e capitão Bruno Fernandes e o lateral Ristovsky serão ouvidos em 10 de dezembro, enquanto os médios argentinos Acuña e Battaglia vão ser inquiridos em 17 de dezembro e o defesa uruguaio Coates em 19 de dezembro.

Em 15 de maio do ano passado, durante o primeiro treino da equipa de futebol do Sporting, após a derrota na Madeira com o Marítimo, cerca de 40 adeptos 'leoninos' encapuzados invadiram a Academia do clube, em Alcochete, e agrediram vários jogadores, bem como o então treinador, Jorge Jesus, e outros membros da equipa técnica.

O atual líder da 'Juve Leo', Mustafá, o antigo presidente do Sporting Bruno de Carvalho e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos do clube, estão acusados, como autores morais, de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

Os três arguidos respondem ainda por um crime de detenção de arma proibida agravado e Mustafá também por um crime de tráfico de estupefacientes.

Aos arguidos que participaram diretamente no ataque à academia, o Ministério Público imputa-lhes a coautoria de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

Estes 41 arguidos vão responder ainda por dois crimes de dano com violência, por um crime de detenção de arma proibida agravado e por um crime de introdução em lugar vedado ao público.

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