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Correio da Manhã

Desporto
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Sp. Braga castiga incompetência de FC Porto

Guerreiros entraram a medo, mas com o decorrer do tempo mostraram grande futebol. Marcaram um golo e viram Matheus defender um penálti de Alex Telles.
Octávio Lopes 18 de Janeiro de 2020 às 01:30
FC Porto - Sp. Braga
 FC Porto - Sp. Braga
 FC Porto - Sp. Braga
 FC Porto - Sp. Braga
 FC Porto - Sp. Braga
FC Porto - Sp. Braga
 FC Porto - Sp. Braga
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 FC Porto - Sp. Braga
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 FC Porto - Sp. Braga
Um Sp. Braga com personalidade e durante largos minutos com um grande futebol venceu esta sexta-feira o FC Porto, no Dragão, por 2-1, num jogo em que a incompetência portista esteve bem patente nos penáltis falhados por Alex Telles e Soares, bem como noutras jogadas que começavam bem e acabavam mal, devido a erros sucessivos no último passe.

Mas a partida até começou bem para o dragões, tal a forma como pressionavam alto. Contudo, no primeiro erro que cometeram, os minhotos marcaram.

Danilo fez um mau passe. Marcano teve de intervir perante Trincão e cortou para a linha de fundo. Na sequência do canto, Fransérgio, num pontapé de ressaca, fez o 1-0.

Carlos Xistra foi ao VAR comprovar que Raúl Silva, em fora de jogo, não perturbou a visão de Marchesín. O FC Porto (que variou entre o 4x4x2 e o 4x3x3) respondeu com uma grande jogada individual de Manafá (ganhou um canto) e uma cabeçada bombeada de Marcano à barra, após um canto de Alex Telles.

Com o decorrer do tempo, o Sp. Braga (5x4x1, a defender; e 3x4x3 a atacar) equilibrou e até teve períodos em que mandou, de forma brilhante. Perto do intervalo, porém, o primeiro sinal de incompetência portista: Alex Telles marcou um penálti (a castigar falta de Bruno Viana sobre Corona) para o meio da baliza e acertou nas pernas de Matheus, que se tinha lançado para a direita.

Na 2ª parte, o FC Porto foi o dono daquilo tudo até ao minuto 70. Nesse período pressionou muito e empurrou o Sp. Braga para a defesa, Soares à boca da baliza fez o 1-1, após uma boa jogada de entendimento em que participaram Manafá e Marega.

E logo a seguir o mesmo Soares atirou ao poste num penálti bem assinalado por falta de David Carmo sobre Otávio. Nos últimos 20 minutos, voltou o equilíbrio.

Só que, à medida que tempo ia passando, os guerreiros mostravam mais arte e qualidade do que o poderoso adversário. E foi com naturalidade que chegaram ao 2-1, num fenomenal golpe de cabeça de Paulinho, na sequência de um canto.

E só não marcaram mais golos porque Ricardo Horta falhou à boca da baliza um centro mortífero de Galeno.

Em análise
Sp. Braga
O Sp. Braga venceu com toda a justiça. Soube sofrer nos momentos mais impetuosos do FC Porto e quando se apanhou a ganhar não se limitou a defender a vantagem.

Dragões com pouca arte
Os jogadores do FC Porto mostraram uma confrangedora falta de imaginação e arte para furarem a bem estruturada defesa do Sp. Braga. E quando se falham dois penáltis...

Acertou nos penáltis
Carlos Xistra não teve qualquer influência no resultado. Esteve bem nos dois penáltis que marcou contra o Sp. Braga. Deixou faltas por marcar e cartões por mostrar a jogadores de ambas as equipas.

Rúben Amorim: "Foi um bom jogo em que tivemos estrelinha"
"Cada treinador tem as suas qualidades, mas depois é preciso ter estrelinha. Nós tivemos. Jogámos bem, foi um dia bom e esta vitória foi muito importante", disse Rúben Amorim, que soma três vitórias em três jogos como treinador do Sp. Braga.

A equipa minhota já não vencia no Estádio do Dragão desde 2005, altura em que ganhou por 3-1 (Jesualdo Ferreira era o treinador).

"Jogo ingrato, mas sou eu o culpado"
"Este foi um jogo muito ingrato. O primeiro golo do Sp. Braga surge de um canto que aparece do nada. Fomos atrás do resultado e, até aos 15 ou 20 minutos, custou-nos encaixar na forma de jogar do adversário. A partir daí fomos uma equipa superior até aos 85 minutos.

Houve dois penáltis falhados e, mesmo depois disso, mostrámos muito carácter para ir à procura do golo, com várias situações que poderíamos ter concluído de outra forma. E acabámos por sofrer mais um golo, de novo através de um canto surgido do nada. Repito, este foi um jogo muito ingrato para nós". Foi assim que Sérgio Conceição analisou o jogo que a sua equipa perdeu por 1-2.

O técnico do FC Porto assumiu, depois, a responsabilidade do desaire: "O que disse na roda no final? O treinador sou eu. Sou o culpado e as consequências são sempre para mim.

Os jogadores deram o máximo. A equipa teve uma alma enorme, houve momentos em que agimos mais com o coração do que com inteligência. Mas assumo a responsabilidade".
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