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Sporting invicto arranca empate no Dragão e tem o título na mão

Em jogo com mais barulho do que arte, leões saíram invictos da visita ao Porto. Mantêm-se assim os dez pontos de distância.
Sérgio Pereira Cardoso 28 de Fevereiro de 2021 às 01:30
FC Porto - Sporting
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OSporting sai do Porto invicto e com via verde para o título que há tanto tempo procura. Os homens de Conceição até tiveram oportunidades para reabrir a discussão do campeonato, mas Taremi, principalmente ele, atirou tudo para fora. Um ponto que pode ser final na Liga. Os leões mantêm-se a dez dos dragões, que arriscam a ultrapassagem do Sp. Braga no segundo lugar.

Sem surpresas de última hora, os rivais vestiram os seus fatos clássicos, quer no que se refere às camisolas, quer nos onzes escolhidos. E com tanta previsibilidade, e natural estudo de ambas as partes, o encontro teve um início digno do número de adeptos na bancada. Com João Pinheiro a ajudar através do abuso do apito, houve muito barulho - nem foi só Nuno Santos a gritar - e pouco futebol.

Marega de um lado e Pedro Gonçalves do outro tentavam alguns esticões nas contidas mantas, mas falhavam as decisões em terrenos avançados. Neste jogo de sombras, o maior perigo acabou por ser criado pelos homens de Conceição, em duas jogadas não menos confusas do que a própria partida.

Primeiro, Manafá beneficia da distração geral com uma falta dura de Nuno Mendes e atira cruzado para Adán sacudir com a luva direita. Era o primeiro remate digno, aos 27 minutos. O segundo surgiu por Taremi, aproveitando um roubo de bola em zona subida dos dragões. Um ressalto num defesa sportinguista ia dando golo.

O intervalo chegava com 15 faltas, 59-41 em posse de bola, uma defesa de Adán, zero de Marchesín. Um justificadíssimo nulo, bem mais inquietante para o campeão nacional do que para o líder do campeonato.

E isso notou-se na segunda parte. O FC Porto acelerou na direção da bancada Norte e logo Zaidu atirou com a bola a rasar o poste, aos 47’. Quatro minutos depois, Marega remata para as nuvens e tínhamos aí um resumo do que seria o resto do encontro. Muito azul, mas o ouro a ficar sempre no lado verde.

E o minuto 57 poderá permanecer na história deste campeonato, um daqueles momentos infelizes que eternizaram jogadores como Bryan Ruiz, desta vez com Taremi como protagonista. Excelente jogada coletiva dos dragões, Otávio a encontrar Corona e o mexicano, de primeira, a cozinhar um golo que o avançado iraniano deitou ao lixo, embrulhando-se com a bola perante a baliza aberta.

Rúben Amorim sentia a equipa a sofrer e mexeu, bem. Matheus Nunes refrescou o setor intermediário e permitiu estancar o volume ofensivo dos dragões. Aliás, seria o próprio luso-brasileiro a ter nos pés a melhor - e única - grande oportunidade dos homens de Alvalade no encontro de ontem. Uma enorme arrancada a deixar tudo para trás e um remate por cima da baliza.

Do outro lado, quase sempre com Taremi a tentar de todos os modos e feitios, incluindo de bicicleta, mas a verdade é que Adán acabou por ter um jogo relativamente calmo. Nem Evanilson, nem Díaz, nem Francisco Conceição mudaram a aselhice no ataque, permitindo que a defesa do Sporting levasse um empate de ouro.

Sérgio Conceição: "Para nós é uma derrota"
"Para nós é claramente uma derrota. Tivemos quatro ou cinco oportunidades de golo. Queríamos ganhar este jogo." Foi desta forma que Sérgio Conceição reagiu ao empate a zero com o Sporting no Dragão.

O treinador do FC Porto, apesar de continuar a dez pontos do líder Sporting, ainda acredita no título. "Vão ter de levar connosco até ao fim. Não vamos atirar a toalha ao chão", disse.

Para Conceição, o FC Porto manteve sempre um ritmo alto no jogo, defendendo que o árbitro devia ter sido Artur Soares Dias. "Num jogo destes as três equipas têm de ter personalidade, intensidade. Houve cinco paragens para substituições, jogadores no chão e o árbitro só dá três minutos de descontos. Queríamos jogar mais", referiu o treinador portista, admitindo que a sua equipa pecou no último terço: "Pressionámos bem a saída de bola do Sporting, criámos ocasiões de golo, mas falhámos."

Rúben Amorim: "Exibição adulta dos miúdos"
"Foram duas equipas diferentes, compactas que defendem bem. O resultado acaba por ser justo, num jogo muito batalhado em que o FC Porto acabou por ter mais oportunidades", disse Rúben Amorim no final do encontro.

O técnico elogiou ainda a entrada de Matheus Nunes, que "carregou a bola" para a área contrária e teve a melhor chance para o Sporting. Tabata e principalmente João Mário merecerem também palavras elogiosas de Amorim: "Foi uma exibição adulta de alguns miúdos. Os rapazes estão muito bem".

O treinador leonino não quis falar sobre a questão do título: "Agora é pensar no jogo do Santa Clara, até porque o Sp. Braga joga amanhã [hoje] e pode reduzir a distância para nove pontos". Sobre as críticas de Sérgio Oliveira, que tinha dito que o empate era para o Sporting como se tive ganho a Champions: "Está chateado, não vamos levar a peito".

Corona bem construiu mas taremi nem de bicicleta chegou
o Marchesín – Atento. Nunca foi posto à prova.
o Manafá – Aventurou-se no ataque. Boa arrancada, que culminou com um remate cruzado para defesa de Adán.
o Mbemba – Um poço de força e músculo na defesa.
o Pepe – Não deu espaços a Tiago Tomás.
o Zaidu – Pote e Porro causaram-lhe alguns transtornos. Melhorou na segunda parte.
o Sérgio Oliveira – Incansável na luta no miolo.
o Uribe – Muito ativo na batalha do meio-campo. Recuperou bolas e lançou alguns ataques. Ainda ensaiou um pontapé de bicicleta.
o Corona - Começou mal. Foi o obreiro nas principais ocasiões de golo portista. Ele bem construiu, mas Taremi não aproveitou.
o Otávio – Menos interventivo do que é habitual e a equipa portista ressentiu-se disso mesmo.
o Taremi – Desperdiçou as melhores ocasiões de golo portistas. Tentou de tudo, até de bicicleta, mas falhou o alvo. Uma perdida incrível aos 56 minutos.
o Marega – Demasiado lento. Deixou-se antecipar em diversas ocasiões pelos defesas leoninos.
o Evanilson – Não teve bola e acabou meio perdido.
o Luis Díaz – Entrou tarde.
o Francisco Conceição – Esforçado, foi travado em falta sem piedade.

João Mário comanda os ritmos do leão líder e ainda invencível
o Adán – Uma defesa difícil a remate de Manafá. Seguro.
o Gonçalo Inácio– A ganhar espaço no onze. Exibição de personalidade.
o Coates – Grande corte logo a abrir. Comandou a defesa sem grandes sobressaltos.
o Feddal – Seguro e importante nas dobras a Nuno Mendes.
o Porro – Sem a exuberância atacante de outros jogos, ainda assim eficaz.
o Nuno Mendes – Meteu Corona no bolso. Sempre muito concentrado.
o João Palhinha – Apenas um passe falhado. De resto, ação fundamental para travar o meio-campo contrário.
o João Mário - Segurança no passe. Marcou os ritmos do jogo do Sporting. Trabalho abnegado num leão que ainda não perdeu na Liga. 
o Nuno Santos – Deu trabalho a Manafá. Ainda assim sem grande perigo.
o Pedro Gonçalves – Um remate muito ao lado e alguns bons pormenores. Pouco.
o Tiago Tomás – Muita correria e pouco mais.
o Matheus Nunes – Grande entrada. Teve nos pés o 1-0, mas atirou por cima.
o Tabata – Para refrescar.
o Matheus Reis – Trouxe músculo à defesa
o Jovane – Para agitar.

ANÁLISE
+ A importância da defesa
É verdade que o FC Porto teve oportunidades, uma delas, então, clamorosa, mas este Sporting de Amorim voltou a ter uma resposta defensiva muito positiva e já é antiga a tese de que são as defesas que ganham campeonatos. Este título está já ali.

- Taremi entregou o ouro
O avançado iraniano é um excelente jogador, mas arrisca-se a ficar na história deste campeonato com o falhanço que protagoniza ao minuto 57, com a baliza aberta. Foi sempre ele a ter o ouro na mão para os dragões e acabou por deixá-lo escapar.

Sem grande influência
Apitou em demasia, sendo a culpa também dos jogadores de ambos os lados. Ainda assim, deveria ter compensado com mais do que três minutos de descontos. Sem decisões difíceis, a não ser uma carga a Taremi em lance anulado por fora de jogo (18’).
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