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Correio da Manhã

Desporto
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Sporting deu 1,6 milhões para resgatar Bruno Fernandes

Médio tinha rescindido com justa causa, após as agressões em Alcochete, e foi recuperado por Sousa Cintra.
Mário Figueiredo 1 de Março de 2019 às 01:30
Bruno Fernandes
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O resgate de Bruno Fernandes, depois de o médio ter rescindido o contrato na sequência do ataque à academia de Alcochete, custou ao Sporting 1,6 milhões de euros, refere o relatório e contas do primeiro semestre de 2018/19, apresentado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Bruno Fernandes, atual capitão da equipa leonina, foi um dos jogadores que rescindiu com justa causa após o violento ataque à academia. No entanto, a Comissão de Gestão e a SAD, então liderada Sousa Cintra, conseguiram convencer o atleta a regressar a Alvalade, mediante o pagamento de 1,6 milhões de euros. Foram ainda pagos 200 mil euros à Sampdória devido a "um condicional de performance do atleta".

Bruno Fernandes, numa entrevista recente, fez questão de frisar que voltou ao Sporting devido a "um sentimento de dívida"."Voltei pelos mesmos valores. Não ganhei um euro em voltar e neste momento podia estar com os bolsos cheios."

No relatório lê-se também que Diaby custou 5,6 milhões de euros no total, mas houve 1,1 milhões pagos em comissões. O avançado Luiz Phellype, contratado ao Paços de Ferreira, custou 706 mil euros, sendo que deste valor 206 mil euros foram para comissões. O empréstimo de Gudelj pelo Guangzhou Evergrande tem um custo de 625 mil euros para os leões.

O Sporting registou um resultado positivo de 6,4 milhões de euros. A SAD teve um volume de negócios de 89 milhões de euros neste semestre, registando um aumento de 7,6 milhões em relação ao período homólogo do último ano, "situação suportada" pela participação na fase de grupos da Liga Europa e pela venda de direitos desportivos dos seguintes jogadores: William Carvalho, Piccini e Rui Patrício.

O documento salienta uma redução do passivo em quase 3,5 milhões, enquanto o ativo subiu cerca de 700 mil euros. No entanto, os capitais próprios do clube continuam negativos nos nove milhões de euros.

Leão não vende em saldos
"O Sporting não precisa de vender jogadores e muito menos a preço de saldo", disse esta quinta-feira ao CM fonte próxima de Frederico Varandas, presidente da SAD leonina.

A atual situação financeira é alarmante e o Sporting necessita de 65 milhões de euros para fazer face às despesas dos próximos 12 meses (41 milhões de euros até 30 de junho). A SAD vai tentar a antecipação de receitas do contrato com a NOS.

Os leões, contudo, recusam vender ao desbarato as joias da coroa, ou seja, os ativos mais valiosos. Uma política esta quinta-feira confirmada pelo ‘vice’ Salgado Zenha: "Neste momento não é preciso vender."
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