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Correio da Manhã

Desporto
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Sporting manso em Barcelos sai derrotado pelo Gil Vicente

Equipa de Silas nunca conseguiu desembaraçar-se do esquema criado pela ‘velha raposa’ Vítor Oliveira.
Mário Figueiredo 2 de Dezembro de 2019 às 08:35
Gil Vicente - Sporting
Gil Vicente - Sporting
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Gil Vicente - Sporting
Gil Vicente - Sporting
Gil Vicente - Sporting

O Sporting levou este domingo um banho de bola do Gil Vicente e foi derrotado por 3-1, em Barcelos, perdendo uma oportunidade soberana para se aproximar do terceiro lugar e já está a 13 pontos do líder Benfica.

Os leões chegaram a Barcelos de peito cheio, após a goleada ao PSV Eindhoven (4-0) na Liga Europa. Silas manteve praticamente a mesma equipa, fazendo entrar apenas Jesé para o lugar de Bolasie.

Mas a ‘velha raposa’ Vítor Manuel não foi em cantigas. Engendrou um esquema que manietou os leões. Jogou com os seus trunfos. Mostrou vontade de voltar a fazer cair um grande em Barcelos. Já o tinha feito ao FC Porto. E conseguiu.

O leão fiou-se na ideia de que o jogo com o PSV tinha acabado com todos os traumas e problemas. Nada mais errado. Ilori voltou a mostrar que não tem capacidade para ser titular neste Sporting. Com uma bola controlada, faz um passe para o adversário Sandro Lima, que assistiu Kraev no 1-0. Um erro que custou caro ao Sporting.

O leão teve uma primeira parte mansa. O primeiro remate à baliza foi aos 43 minutos. Wendel rematou às malhas laterais. Regressado à titularidade na Liga, após a polémica saída noturna, acabou por conseguir marcar o golo do empate, já nos descontos da primeira metade.

Os leões foram para o intervalo motivados por esse golo, mas o regresso das cabinas não podia ter sido pior.

O Gil Vicente deu a posse de bola aos leões, mas atacou sempre com critério. E a velocidade de Sandro Lima e Baraye causaram estragos. Muitos estragos. 

Numa dessas arrancadas Acuña travou Baraye em falta dentro da área. No penálti, Sandro Lima não perdoou.

O Sporting tremeu e foi assolado pelos traumas recentes. O futebol não era fluído e o atabalhoamento generalizado esbarrava na muralha defensiva construída por Vítor Oliveira.

Até o capitão Bruno Fernandos foi arrastado para a mediocridade da equipa. Tentou desequilibrar mas não tinha parceiros à altura.

Silas jogou a última cartada, com Bolasie, Camacho e Eduardo, mas nenhum trouxe nada de novo à equipa. E foram os gilistas quem deram a estocada final num leão desesperado e sem capacidade de reação. Num contra-ataque rápido, Naidji fez o 3-1. Um triunfo justo que mergulha o Sporting outra vez na crise.

ANÁLISE 
Lição de Vítor Oliveira
A velha raposa do futebol português deu uma lição tática a Silas. Defendeu com consistência e atacou com critério, explorando as carências defensivas dos leões. Fez uma muralha de seis defesas, mais três à frente, mas nunca deixou de atacar.

‘Apagão’ de Ilori
Tiago Ilori ainda não se encontrou desde que chegou ao Sporting. Ontem acabou por oferecer um golo ao Gil Vicente que desconcentrou a equipa. Esta intermitência dificulta a sua continuidade em Alvalade. Foi o elo mais fraco dos leões.

Amarelos e penáltis
Arbitragem confusa de Hugo Miguel. Foi buscar Doumbia ao balneário depois de o ter expulsado com um duplo amarelo devido a uma cotovelada. Após consultar o VAR viu um fora de jogo e retirou o castigo. Bem ao assinalar o penálti cometido por Acuña.

Inácio nega dois depoimentos
Augusto Inácio insurgiu-se este domingo contra as notícias que davam conta de que teria alterado o seu depoimento no caso do despedimento do técnico Mihajlovic do Sporting.

O ex-diretor desportivo frisou que nunca prestou depoimento no Tribunal Arbitral do Desporto, logo, "não poderia ter alterado as declarações".

"O único depoimento que prestei foi ao departamento jurídico do Sporting na primeira semana de setembro de 2018", disse, reconhecendo que houve "duas versões", mas só assinou a segunda porque na primeira constava um facto que não tinha ocorrido. Inácio lembra que seis meses depois foi contactado pelo advogado de Mihajlovic para esclarecer dois pontos.

O Sporting foi condenado a pagar três milhões de euros no âmbito da rescisão de contrato, sem justa causa, com Mihajlovic.

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