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Correio da Manhã

Desporto

Tiro de Jovane Cabral dá pontapé na monotonia e Sporting vence Paços

Extremo marca golaço num jogo de fraca qualidade. Paços de Ferreira viu Rui Costa anular uma grande penalidade.
Filipe António Ferreira 13 de Junho de 2020 às 01:30
Jovane  Cabral  festejou o  seu grande golo ‘à Bruno Fernandes’
Jovane Cabral festejou o seu grande golo ‘à Bruno Fernandes’ FOTO: EPA
Uma bomba de Jovane Cabral deu os três pontos ao Sporting com o P. Ferreira, num jogo morno e que teve polémica à mistura, com o árbitro, depois de consultar o VAR, a anular um penálti a favor dos castores.

Rúben Amorim manteve o figurino de três centrais mas trocou duas peças, uma por opção (Mathieu) e outra por lesão (Battaglia). Não se sentiu inicialmente a falta dos dois habituais titulares, com o Sporting a mandar no jogo.

Foi um domínio sem ocasiões, é certo, mas sempre com o leão mais perto da baliza de Ricardo Ribeiro.

O fulgor leonino começou a ficar intermitente à passagem dos 20 minutos. Aí, mérito do P. Ferreira, que passou a ter mais bola e a controlar melhor as saídas do meio-campo de Rúben Amorim. Ainda assim, a melhor oportunidade da primeira parte acabou por ser do Sporting. Vietto, num passe fantástico isolou Sporar, mas ao contrário dos últimos jogos o esloveno não foi eficaz e atirou ao lado. Logo a seguir, o Sporting sofreu uma enorme contrariedade com a lesão de Vietto.

Entrou novamente bem o Sporting, com Jovane a abrir o livro. Depois de duas grandes arrancadas, o momento do jogo. O extremo chamou a si a cobrança de um livre direto e fez um golaço.

O P. Ferreira subiu linhas e começou a criar problemas. João Amaral primeiro colocou à prova Maximiano e, na sequência do lance, Rui Costa assinalou penálti que viria a retirar. À entrada dos últimos 10 minutos, Tanque fez o guarda-redes do Sporting brilhar. O leão ainda atirou à barra por Jovane e agarrou os três pontos que o fazem igualar o Sp. Braga, no 3º lugar (minhotos jogam este sábado).

Exigido empenho
Claques do Sporting colocaram várias tarjas junto à porta da Academia de Alcochete a exigirem aos jogadores mais empenho. "Respeitem o símbolo" e "É o Leão que nos move", eram algumas frases.

Bomba fez abanar a baliza
Maximiano – Teve de se aplicar várias vezes na segunda parte. Bom jogo.
Quaresma – Nova oportunidade. Cumpriu.
Coates – Patrão da defesa. Foi imperial no jogo aéreo.
Borja – O substituto de Mathieu teve alguns problemas no jogo em profundidade no primeiro tempo.
Wendel – Regresso sem grande chama.
Matheus Nunes – Certinho, mas é preciso mais.
Camacho – Muito inconsequente.
Acuña – Começou a todo o gás com cruzamentos venenosos. Foi perdendo fulgor com o passar do tempo.
Jovane - Disponibilidade física acima da média. Boas arrancadas a desequilibrar. Mas acima de tudo, um golo fabuloso de livre direto. 
Vietto – Procurou jogar entre linhas. Saiu lesionado.
Sporar – Quase só se viu quando foi isolado por Vietto e rematou ao lado. Pouco.
Plata – Entrou mal no jogo. Não acrescentou nada.
Eduardo – Tentou dar mais posse de bola à equipa.
Nuno Mendes – Estreia absoluta. Não comprometeu. E até arriscou.
Francisco Geraldes – Pouco tempo para se ver na fase em que o Sporting defendia.

ANÁLISE
+ Tiro fez tremer Alvalade
Jovane já tinha sido o melhor com o V. Guimarães e voltou a sê-lo ontem. Um golaço de livre a fazer lembrar os muitos que Bruno Fernandes marcou. Na baliza, Max foi decisivo.

- Camacho e Sporar
Dois jogadores claramente a menos no Sporting. O avançado, que tinha marcado nos dois últimos jogos, foi totalmente anulado. Já o extremo teve pormenores de júnior.

Questão de intensidade
João Amaral sofreu um ligeiro agarrão do leão Borja na área leonina. Rui Costa primeiro assinalou penálti, mas depois de consultar o VAR mudou a decisão. Uma questão de intensidade que se aceita.
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