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Correio da Manhã

Desporto
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Treinadores portugueses à conquista do Mundo

Um total de 246 técnicos portugueses estão espalhados pelos cinco continentes.
João Moniz 9 de Janeiro de 2020 às 01:30
Jorge Jesus festeja vitória
Flamengo, orientado pelo português Jorge Jesus, conquistou pela segunda vez a Taça Libertadores em futebol
Jorge Jesus festeja vitória
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Flamengo, orientado pelo português Jorge Jesus, conquistou pela segunda vez a Taça Libertadores em futebol
Já fui ao Brasil/ Praia e Bissau/ Angola, Moçambique/ Goa e Macau/ Ai, fui até Timor/ Já fui um conquistador." O refrão popularizado pelos Da Vinci no Festival da Canção de 1989 serve na perfeição de banda sonora à aventura dos 246 treinadores portugueses que, mais de três décadas depois, treinam no estrangeiro.

Os dados, cedidos ao CM pela Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF), apontam que o início de 2020 fica para a história como o momento em que mais portugueses estão espalhados pelos quatro cantos do Mundo a treinar clubes ou seleções.

Os 246 técnicos lusitanos representam um aumento exponencial face aos 13 registados na época 2001/02.O número depois manteve-se estável à volta das três dezenas, até que disparou com o chamado ‘efeito José Mourinho’.

O sucesso do setubalense no Chelsea abriu progressivamente as portas a outros compatriotas nos cinco continentes, passando-se, pela primeira vez, a centena de emigrantes em 2011/12.Na última década, a intenção da China de tornar-se uma potência mundial no futebol revelou-se uma espécie de ‘El Dorado’ para os portugueses.

A ANTF tem registo de 63 no país, mas admite que rondem a centena, uma vez que muitos não estão registados por treinarem em pequenas academias que não estão diretamente ligadas a clubes - na China, o futebol de formação integra o ensino público.

A Ásia tornou-se, aliás, no principal continente de destino dos treinadores portugueses. O que também é explicado pela forte aposta dos responsáveis do Médio Oriente no talento nacional. Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita (onde Rui Vitória foi campeão na época passada) ou Qatar são alguns exemplos de países que se têm socorrido da armada lusitana.

Recentemente, os portugueses voltaram a ter porto de abrigo no Brasil. O sucesso de Jorge Jesus no Flamengo, com a conquista do Brasileirão e da Taça Libertadores, levou outros portugueses a serem contratados.

Foi o caso de Augusto Inácio (Avaí) e Jesualdo Ferreira, ontem apresentado no Santos: "Já viram Jesus e aguardem uns tempos para me verem a mim e tirarem conclusões".

O técnico, que trocou as Arábias pela Terra de Vera-Cruz, renova a ambição: "Era um mundo novo/ Um sonho de poetas/ Ir até ao fim/ Cantar novas vitórias/ E ergueram orgulhosas bandeiras/ Viver aventuras guerreiras/ Foram mil epopeias/ Vidas tão cheias/ Foram oceanos de amor".

Tendência para o sucesso
Duelo em terras gregas
Depois de Vítor Pereira e Marco Silva terem sido campeões na Grécia entre 2014 e 2016, o vencedor da Liga deste ano será, tudo indica, outro português. Pedro Martins (Olympiacos) está no 1º lugar, à frente de Abel Ferreira (PAOK).

Hegemonia na Ucrânia
Após o reinado de Paulo Fonseca (três campeonatos ganhos de seguida), Luís Castro manteve o domínio do Shakhtar Donetsk, que à 18ª jornada lidera a Liga ucraniana com 14 pontos de vantagem para o 2º classificado, o Dínamo Kiev.

Influenciar através da seleção
Carlos Queiroz é o principal exemplo de portugueses que foram contratados para selecionadores também com a missão de ajudarem a desenvolver o futebol do país em causa. Há meses abraçou a missão de recuperar a Colômbia dos maus resultados.
Moçambique/ Goa Timor Mundo Brasil Macau Liga Praia Bissau/ Angola Jorge Jesus China
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