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Correio da Manhã

Desporto

Özil explica por que não aceitou reduzir salário de 387 mil euros por semana na quarentena

Médio alemão vive dias difíceis no Arsenal mas garante que vai cumprir o contrato até ao fim.
13 de Agosto de 2020 às 12:55
Mesut Özil foi muito criticado durante a quarentena por não ter aceitado a redução de 12,5 por cento no salário proposta pelo Arsenal. Numa fase em que não houve receitas, o corte nos vencimentos dos craques foi um dos caminhos seguidos pela maioria dos clubes para fazer face à crise, mas o médio alemão - que ganha cerca de 387 mil euros por semana - não aceitou, acabando por ser muito criticado por isso. Se a sua situação nos gunners já não era boa, pior ficou depois disso. Özil não foi utilizado pelo técnico Mikel Arteta a seguir à retoma - o técnico diz que por razões futebolísticas - e o jogador fala em perseguição.

"Todos os jogadores queriam contribuir. Mas precisávamos de mais informações, que não nos foram dadas", explicou o antigo internacional alemão, em declarações ao site 'The Athletic'.

"Havia muita incerteza e eu até teria aceitado ceder uma percentagem maior se fosse necessário, mas fomos empurrados para essa situação sem sermos consultados. Temos o direito de saber tudo, de entender o que está a acontecer e de saber para onde vai o dinheiro. Só que não nos deram detalhes, apresentaram-nos apenas a decisão. Foi demasiado depressa para algo tão importante, houve demasiada pressão", prosseguiu.

Özil diz que teve de pensar na família, bem como nas suas ações de beneficência, e que por isso recusou o corte salarial. E acrescenta que as críticas que se seguiram foram injustificadas. "Penso que foi por ser eu, há dois anos que tentam destruir-me, que tentam fazer com que seja infeliz. Tentam colocar os adeptos contra mim e passar uma imagem que não é verdadeira."  

O alemão, de 31 anos, garante que vai cumprir até ao fim o contrato, que termina em 2021. O Arsenal já lhe propôs até pagar o salário, se aceitar ir para outro clube, mas Özil recusou. "A minha posição é clara: vou ficar aqui até ao último dia do contrato e vou dar tudo por este clube. Situações como esta não me quebram, tornam-me mais forte. Já mostrei no passado que posso voltar à equipa e vou fazê-lo outra vez."

E deixou uma certeza: "Eu decido quando tenho de ir embora, não as outras pessoas. Não assinei por dois ou três anos, assinei por quatro e isso tem de ser respeitado! As coisas têm sido obviamente difíceis, mas eu amo o Arsenal, amo as pessoas do clube - as verdadeiras pessoas, aquelas com quem estou há muito tempo - e amo a cidade de Londres, que é a minha casa."
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