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Correio da Manhã

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Ginasta russo banido por um ano após usar símbolo de apoio à guerra na Ucrânia durante cerimónia de pódio

Ivan Kuliak exibiu, durante a Taça do Mundo de Doha, um símbolo utilizado pelo exército russo na guerra.
Lusa 18 de Maio de 2022 às 10:58
Ivan Kuliak
Ivan Kuliak
O ginasta russo Ivan Kuliak foi suspenso por um ano pela Federação Internacional de Ginástica (FIG) por ter exibido, durante a Taça do Mundo de Doha, um símbolo utilizado pelo exército russo na invasão à Ucrânia.

Em comunicado, a FIG explica que a decisão, imposta pelo seu comité de ética e anunciada na terça-feira, "é válida por um ano e manter-se-á por mais seis meses, caso, em 17 de maio de 2023, se mantenham as restrições que proíbem a participação de atletas russos e bielorrussos" em provas por si organizadas.

Kuliak, que tem 21 dias para recorrer da sanção, deverá ainda devolver a medalha de bronze que conquistou na prova de paralelas assimétricas e o prémio monetário que recebeu.

Em 06 de março, na prova de paralelas assimétricas disputada em Doha, Kuliak colocou a letra Z, que significa 'Pela Vitória' e tem sido difundida em todas as imagens onde surgem veículos militares russos, na zona do peito.

O ginasta russo conquistou a medalha de bronze na prova de paralelas assimétricas, na qual o ucraniano Illia Kovtun arrecadou o ouro, e, além de ter exibido o símbolo no pódio, tentou 'escapar' da foto conjunta, que acabou por ser obrigado a tirar.

Na semana anterior ao episódio protagonizado por Kuliak, a FIG endureceu as sanções contra a Rússia e a Bielorrússia, proibindo a participação de atletas e juízes de ambos os países em todas as competições, que entrou em vigor em 07 de março.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia, tendo a invasão sido condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

A guerra na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas de suas casas - cerca de oito milhões de deslocados internos e mais de 6,2 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

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