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Correio da Manhã

Economia
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Alimentação e férias são moeda de troca do Governo para a Função Pública

Sindicatos desapontados com pouca disponibilidade do Governo para rever proposta de aumentos salariais.
Diana Ramos e A.M.R. 18 de Fevereiro de 2020 às 08:22
Governo reuniu com sindicatos da Função Pública
Governo reuniu com sindicatos da Função Pública FOTO: Sérgio Lemos

O Governo deverá optar por compensar os trabalhadores da Administração Pública com mais férias e com um aumento no subsídio de refeição em vez de rever a proposta de atualização salarial de sete euros para quem ganha até 683,13 euros e de 0,3% para os restantes trabalhadores.

O Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública já admitiu estar disponível para um acordo de "implementação faseada" e que vai olhar para as propostas levadas à mesa da negociação pela FESAP, Frente Comum e STE, ainda que estas sejam, segundo o Executivo, "mais exigentes do ponto de vista orçamental" do que as que inicialmente apresentadas. José Abraão, líder da FESAP, foi o primeiro a dar a conhecer, após a reunião, que o o Governo mostrou abertura em discutir a reintrodução dos 25 dias de férias, o aumento do subsídio de refeição e os salários, mas tendo como horizonte o ano de 2021, não estando garantido que na proposta para este ano haja mudanças face ao já apresentado.

A reposição dos três dias de férias eliminados no período da troika parece ser um dado garantido. Já quanto ao subsídio de refeição, o STE é aquele que exige mais: uma subida dos atuais 4,77 euros para 10 euros. A Frente Comum pede 6,5 euros e a FESAP quer seis euros. Nos salários, o STE quer fixar uma cláusula que evite que a atualização de 0,3% possa resultar em salário líquido menor para os trabalhadores. Helena Rodrigues, do STE, frisa que a carga fiscal é um dos elementos que está a "enviesar" o processo de atualização salarial. O STE pretende também acabar com as quotas do SIADAP, o sistema de avaliação de desempenho.

"A bola está do lado do Governo", atirou Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum, que mantém a exigência de uma subida salarial de 90 euros para todos, além da reposição dos 25 dias de férias.

Ministra ausente de encontro com médicos
Noel Carrilho e Jorge Roque da Cunha, respetivamente presidente da Federação Nacional dos Médicos e do Sindicato Independente dos Médicos, lamentaram a ausência de Marta Temido no encontro que reuniu os sindicatos médicos com o Ministério da Saúde. "Lamentamos o sinal político dado pela ausência da ministra da Saúde", escreveram em comunicado. A reunião visava discutir a revisão das grelhas salariais e a abertura regular de concursos para garantir a carreira médica.

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