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Correio da Manhã

Economia
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Auditoria a Vieira ficou parada quase dois anos

António Ramalho frisa que a renegociação deu mais garantias ao banco.
Diana Ramos 16 de Setembro de 2020 às 08:35
António Ramalho, Novo Banco
António Ramalho, Novo Banco FOTO: Tiago Petinga / Lusa

A auditoria independente pedida pelo Fundo de Resolução à reestruturação da dívida da Promovalor, empresa de Luís Filipe Vieira, esteve parada no Novo Banco quase dois anos.

A recomendação do Fundo de Resolução foi feita em dezembro de 2018, mas só agora, no mês de setembro, os trabalhos terão começado a ser realizados, segundo apurou o CM. A PwC foi a escolhida para conduzir a análise.

A entidade liderada por Luís Máximo dos Santos teve dúvidas sobre a renegociação dos créditos feita entre o Novo Banco e a Promovalor, depois de no final de 2018 o Novo Banco ter registado perdas de 115,6 milhões de euros com o grupo do presidente benfiquista, num aumento de 500% face à perda de 19,3 milhões ocorrida entre agosto de 2014 e junho de 2016.

Segundo apurou o CM, o Novo Banco decidiu não avançar com a auditoria pedida pelo Fundo de Resolução mais cedo por esta colidir com os trabalhos da Deloitte, sobre os mesmos negócios. Contudo, os trabalhos da Deloitte só arrancaram em março deste ano, pelo que entre dezembro de 2018 e março de 2020 o pedido do Fundo de Resolução não avançou.

As negociações entre o Novo Banco e a Promovalor para a renegociação da dívida levaram à constituição de um fundo de investimento que serviu para adquirir as dívidas da empresa. Esse fundo é controlado pela Capital Criativo, uma empresa de Nuno Gaioso Ribeiro, vice-presidente do Benfica, e de Tiago Vieira, filho do presidente benfiquista. A operação teve financiamento do Novo Banco.

Esta terça-feira, no Parlamento, o presidente-executivo do Novo Banco, António Ramalho, confirmou que a auditoria pedida pelo Fundo de Resolução "está em curso" e explicou que a reestruturação em causa "aumenta a capacidade" do banco, pois tem associadas "garantias reais sobre ativos situados fora de Portugal" e "garantias pessoais".

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