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Correio da Manhã

Economia
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Banco de Fomento empresta a partir de outubro

Instituição para apoio a empresas arranca com capital social de 255 milhões de euros.
Wilson Ledo e Diana Ramos 14 de Agosto de 2020 às 08:23
Conselho de Ministros aprovou ontem o diploma que regula o funcionamento do Banco Português de Fomento
Conselho de Ministros aprovou ontem o diploma que regula o funcionamento do Banco Português de Fomento FOTO: Lusa
O Banco Português de Fomento (BPF), que apoiará as empresas na resposta à crise provocada pela pandemia, deverá estar a funcionar em outubro. A perspetiva foi traçada esta quinta-feira pelo ministro da Economia, Pedro Siza Vieira.

Após as aprovações da Comissão Europeia e do Banco de Portugal, o Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira o diploma que regula esta instituição financeira e que “entrará em vigor no prazo de 40 dias úteis”.

No arranque, o Banco de Fomento contará com um capital social de 255 milhões de euros. O foco será o crédito às empresas, assentando sobretudo no dinheiro vindo dos fundos comunitários e das linhas de crédito do Banco Europeu de Investimento nos próximos anos. À lista de competências, segundo Siza Vieira, junta-se a “gestão do sistema de garantias de Estado” associadas às linhas de crédito bem como os apoios à exportação e internacionalização das empresas nacionais.

O BPF - que o Governo queria (mas não conseguiu) ter a funcionar nos primeiros 100 dias da legislatura - resultará da fusão da PME Investimentos e da Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD). Questionado pelo CM, o Ministério da Economia não abre o jogo sobre os montantes a financiar ainda em 2020. Já quanto ao conselho de administração, responde que “será conhecido em momento oportuno”.

Mourinho Félix candidato a cargo europeu
Ricardo Mourinho Félix foi o nome apresentado pelos governos português e espanhol como candidato à vice-presidência do Banco Europeu de Investimento (BEI). A nomeação foi confirmada pelo BEI ao jornal digital ‘Eco’, que concretiza que o processo de seleção pode durar entre dois a quatro meses. A confirmar-se a escolha do ex-secretário de Estado das Finanças, assegurará um cargo já ocupado pelo ex-governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, e pelo antigo presidente do BPN, Oliveira e Costa.
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