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Correio da Manhã

Economia
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Banqueiro afastado da gestão do BCP

Nuno Amado será reconduzido até 2020.
Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 3 de Fevereiro de 2018 às 01:30
Carlos Silva sai dos órgãos sociais do Millennium BCP
Carlos Silva
Carlos Silva sai dos órgãos sociais do Millennium BCP
Carlos Silva
Carlos Silva sai dos órgãos sociais do Millennium BCP
Carlos Silva
O vice-presidente do Millennium BCP, Carlos Silva, não fará parte dos próximos órgãos sociais do banco. Segundo apurou o CM, a crescente exposição do banqueiro à chamada operação Fizz (que julga a alegada corrupção do procurador Orlando Figueira pelo ex-vice-presidente de Angola Manuel Vicente), e a falta de confiança do acionista Sonangol, que detém 15,24% do capital do banco, ditaram o afastamento de Carlos Silva dos futuros órgãos sociais da instituição financeira.

O banqueiro foi notificado esta sexta-feira na sede do BCP no Porto para testemunhar, presencialmente, no julgamento de Orlando Figueira. Outra notificação seguiu para a sede do Banco Privado Atlântico Europa (BPAE), em Lisboa. Em resposta a esta notificação, o BPAE disse que Carlos Silva "se encontrava em Angola".

Outro nome que deve ser afastado da comissão executiva é o do vogal João Iglésias Soares, também ele nomeado no julgamento da operação Fizz, como sendo o autor do convite ao procurador Orlando Figueira para ir trabalhar para o departamento de ‘compliance’ (que tem por missão vigiar o cumprimento das regras legais e éticas ao nível financeiro) do BCP.

Já o atual CEO, Nuno Amado, será reconduzido para um novo mandato até 2020. O conselho de administração, que tem atualmente 23 elementos, deve ser reduzido, segundo as orientações do Banco Central Europeu (BCE), que defende a existência de administrações mais reduzidas. A assembleia geral do Millennium BCP ainda não tem data marcada.

PERFIL
Carlos José da Silva nasceu a 6 de janeiro de 1966 em Angola e licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa. Em 1990 começa a advogar e especializa-se na área do direito financeiro. Em 1998 abre o escritório de representação do Banco Espírito Santo Angola (BESA) e em 2001 é fundador do BESA. Em 2006 cria o Banco Privado Atlântico e em 2012 entra para o BCP como vogal do  Conselho Geral e de Supervisão.
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