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Correio da Manhã

Economia
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Centeno com margem para escolher quatro rostos para o Banco de Portugal

Há um lugar de vice-governador livre. Ex-ministro pode nomear dois administradores.
Diana Ramos 21 de Julho de 2020 às 08:32
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Centeno com margem para escolher quatro rostos para o Banco de Portugal
O novo governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, tem margem para escolher até quatro rostos novos para a administração do supervisor bancário. Esta segunda-feira, na tomada de posse, Centeno deixou veladas críticas ao antecessor e garantiu que quer um Banco de Portugal "de portas abertas" e concentrado na construção do diálogo.

Quanto à futura equipa, os nomes que acompanharão Centeno ainda não são conhecidos, mas é certo que há três rostos da administração de Carlos Costa que se manterão até, pelo menos, setembro de 2022: o vice-governador Luís Máximo dos Santos, que chegou a ser apontado como sucessor, Luís Laginha de Sousa e Paula Serra. A dúvida está em saber se o novo governador manterá Hélder Rosalino, ex-secretário de Estado de Passos Coelho, uma vez que o mandato terminou em setembro do ano passado.

Além destes, há ainda um lugar de vice-governador vago: Elisa Ferreira saiu para Bruxelas sem que tivesse sido nomeada outra pessoa para o cargo. E, no limite, a lei orgânica prevê que possam existir até cinco administradores, o que dá margem a Centeno para escolher duas pessoas novas. Álvaro Novo, que esteve com Centeno no Governo e é homem próximo do ex-ministro, tem sido um dos nomes referidos para a futura equipa.

Esta segunda-feira, na tomada de posse, o novo governador garantiu que quer ver o Banco de Portugal como uma instituição "de portas abertas" e "capaz de contribuir decisivamente para a definição de políticas nacionais coerentes". "Ao Banco de Portugal não cabe ter estados de alma acerca da natureza da sua independência, muito menos ao seu governador. Mas também não cabe ao Banco de Portugal viver para si próprio e fechado sobre si próprio. Isso não assegura a independência, cria a irrelevância", frisou numa crítica ao antecessor. Centeno disse ainda não acreditar " em estratégias de dividir para reinar".

"Precisamos de uma Banca o mais robusta possível"
O presidente da Associação Portuguesa de Bancos diz que a "prioridade das prioridades" deve ser a tomada de medidas que contribuam para robustecer o sistema financeiro. "Precisamos de um sistema bancário o mais robusto possível", insistiu Faria de Oliveira, após a tomada de posse de Centeno, frisando que é necessário evitar "o mais possível medidas inconsistentes que o enfraqueçam".
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