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Cofina altera estatutos em Assembleia Geral para aumentar capital

Acionistas do grupo vão reunir no próximo dia 29 de janeiro de 2020.
Lusa 27 de Dezembro de 2019 às 20:38
Paulo Fernandes, Presidente do Conselho de Administração da Cofina
Paulo Fernandes, dono do grupo Cofina
Paulo Fernandes, Presidente do Conselho de Administração da Cofina
Paulo Fernandes, dono do grupo Cofina
Paulo Fernandes, Presidente do Conselho de Administração da Cofina
Paulo Fernandes, dono do grupo Cofina
Os acionistas da Cofina vão reunir-se em assembleia-geral extraordinária, em 29 de janeiro, para votar a alteração dos estatutos, permitindo ao Conselho de Administração aumentar o capital social da empresa, condição necessária para a compra da TVI.

"Convocam-se os senhores acionistas da Cofina para reunirem em assembleia-geral extraordinária, na sua sede, sita na Rua Manuel Pinto Azevedo, no Porto, às 11h00, no próximo dia 29 de janeiro de 2020", lê-se no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

De acordo com a informação remetida ao mercado, em cima da mesa estará a votação da alteração dos estatutos da sociedade para autorizar o Conselho de Administração a aumentar o seu capital social.

Por outro lado, os acionistas vão deliberar sobre a alteração da redação "dos artigos 14.º, 15.º, números 1 e 5, 16.º, número 3, 17.º, número 1, e 20.º, números 1 e 2, bem como o aditamento de um novo número (número 4) ao artigo 16.º e de dois novos números (números 3 e 4) ao artigo 20.º dos estatutos da sociedade".

Também em 29 de janeiro, os acionistas da Prisa vão votar a venda da Vertix, que detém 94,96% da Media Capital, dona da TVI, à Cofina, em assembleia-geral extraordinária.

Na segunda-feira, o grupo de comunicação espanhol e a dona do Correio da Manhã anunciaram a redução do valor do negócio para 205 milhões de euros, menos 19,6% que o preço acordado em setembro.

Conforme indicado no comunicado enviado à CMVM na altura, pela transação a Prisa irá receber 123,9 milhões de euros, menos 27% que o previsto inicialmente, o que significará um prejuízo para a editora do El Pais de 54,3 milhões de euros nas suas contas relativas aos primeiros nove meses deste ano, que foram já divulgadas apresentando prejuízos de 110 milhões de euros.

Em 21 de setembro, a dona do Correio da Manhã anunciou que tinha chegado a acordo com a espanhola Prisa para comprar a totalidade das ações que detém na Media Capital, valorizando a empresa ('enterprise value') em 255 milhões de euros. A operação de compra inclui também a dívida da Media Capital.

A Cofina, empresa liderada por Paulo Fernandes, espera que a compra da Media Capital resulte em sinergias de 46 milhões de euros.

Além disso, a dona do Correio da Manhã estima que a compra esteja concluída no primeiro semestre de 2020.

A transação está sujeita a certas condições como a realização de um aumento de capital da Cofina em 85 milhões de euros para o financiamento parcial da compra da participação da Prisa na Media Capital, que detém a TVI.

O grupo Cofina detém, além do Correio da Manhã e do Record, a CM TV, o Jornal de Negócios, a revista Sábado, entre outros títulos.

Por sua vez, a Media Capital conta com seis canais de televisão e a plataforma digital TVI Player. Além da TVI, canal generalista em sinal aberto que celebra 26 anos, conta com a TVI24, TVI Reality, TVI Ficção, TVI Internacional e TVI África.

A Media Capital tem também rádios, onde se inclui a Comercial.

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