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Correio da Manhã

Economia
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Concurso para o lítio faz voltar protestos

Pedido de exploração de lítio na Argemela abrange uma área total de 403,7 hectares.
Andresa Pereira 14 de Abril de 2020 às 08:33
Os projetos para exploração de lítio nas regiões Centro e Norte de Portugal têm suscitado protestos populares
Os projetos para exploração de lítio nas regiões Centro e Norte de Portugal têm suscitado protestos populares FOTO: Leandro Coutinho
O anúncio do pedido para a celebração do contrato relativo à exploração de lítio na serra da Argemela, no distrito de Castelo Branco, que foi publicado recentemente, está a gerar um coro de críticas por coincidir com o período em que decorre o estado de emergência devido à pandemia da Covid-19.

Publicado em Diário da República no passado dia 2 de abril, o anúncio da Direção-Geral de Energia e Geologia torna público que a PANN, Consultores de Geociências, Lda, requereu a celebração de contrato de concessão de exploração de lítio e outros depósitos minerais para uma área denominada Argemela
A área em causa fica localizada nas freguesias de Coutada e Barco, do concelho da Covilhã, e nas freguesias de Silvares e Lavacolhos, no concelho do Fundão.

O pedido em causa decorre de um aviso de 2017 e no procedimento atual é referido que todos os interessados devem pronunciar-se no prazo de 30 dias a contar da data da publicação do aviso.

A situação já gerou muitas queixas da parte das populações e autarquias, assim como do Grupo pela Preservação da Serra da Argemela, que classificou a situação de "inacreditável" e questionou "que mal viria ao mundo se esta publicação fosse adiada para data mais oportuna" do que a que se vive agora, com a pandemia da Covid-19. A associação em causa desde há muito que contesta a exploração de minério na região.
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