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Correio da Manhã

Economia
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Coronavírus causa quebras recorde na economia do País

Pandemia levou PIB português a contrair 2,4% em termos homólogos e 3,9% em cadeia.
Wilson Ledo 16 de Maio de 2020 às 01:30
Coronavírus causa quebras recorde na economia
Menos estrangeiros em Portugal
Coronavírus causa quebras recorde na economia
Menos estrangeiros em Portugal
Coronavírus causa quebras recorde na economia
Menos estrangeiros em Portugal
As quebras no Produto Interno Bruto (PIB), indicador que mede a riqueza produzida no País, são claras: a pandemia fez a economia contrair a um nível que não se registava desde 2013, quando a ‘troika’ andava por Portugal.

De janeiro a março, o PIB nacional teve uma quebra homóloga de 2,4%: a descida das exportações (1,4 pontos percentuais) foi mais acentuada do que a diminuição da procura interna (1 ponto percentual).

"A contração da atividade económica reflete o impacto da pandemia Covid-19 que já se fez sentir significativamente no último mês do trimestre", explica o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A análise à quebra de 3,9% em cadeia permite confirmar outro recorde: a maior quebra entre trimestres desde 1977, segundo a Universidade Católica. O INE realça que, ainda antes do fecho de escolas e de ser decretado o estado de emergência, "existiam já perturbações no funcionamento normal de algumas atividades", em especial a hotelaria e a restauração.

O Ministério das Finanças reconheceu que a previsão do INE está "totalmente alinhada" com o Programa de Estabilidade. O gabinete de Mário Centeno realça que este desempenho "interrompe 23 trimestres consecutivos de crescimento" mas realça que a contração é menor do que a registada na Zona Euro.

O INE divulga os dados definitivos a 29 de maio.

Quebra de 60% no alojamento turístico
O mês de março registou uma quebra na ordem dos 60% no alojamento turístico. Foram 697,7 mil hóspedes e 1,9 milhões de dormidas.

No caso dos turistas estrangeiros, as quebras dos mercados chinês, norte-americano, italiano e espanhol – os mais afetados pelo vírus – foram as mais notórias. Os hotéis e alojamentos locais registaram proveitos de apenas 98,9 milhões de euros.

O único destaque positivo vai para o aumento da estada média, de 2,72 noites, provando que quem viajou ficou por mais tempo.
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