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Correio da Manhã

Economia
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Covid-19 leva défice aos 6,1 mil milhões

Medida de layoff custou 822 milhões de euros. Segundo semestre será pior.
Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 27 de Setembro de 2020 às 09:25
João Leão, ministro das Finanças
João Leão, ministro das Finanças FOTO: Lusa
A pandemia continua a castigar as contas públicas. Segundo a execução orçamental do mês de agosto, esta sexta-feira revelada, o défice das contas do Estado agravou-se em 6552 milhões de euros, totalizando 6147 milhões de euros. A despesa consolidada da Administração Central e da Segurança Social subiu 5,9%, com a despesa do layoff simplificado a somar 822 milhões de euros, sendo a maior do conjunto das despesas relativas às medidas tomadas no âmbito da Covid-19.

Do lado da receita, a cobrança fiscal recuou 7,8% face ao valor observado em agosto de 2019 “destacando-se a diminuição de 11,2% no IVA, ainda que nos últimos dois meses esta quebra tenha vindo a ser menos acentuada”.

Este cenário tem tendência para se agravar, segundo as contas da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO). O défice foi de 5,4% do PIB, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), inferior em 1,6 pontos percentuais à meta anual fixada pelo Governo (de 7% do PIB), “o que indicia a expectativa de uma deterioração dos resultados orçamentais na segunda metade do ano”.
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