Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
5

Défice disparou com resposta à pandemia

Apoios para famílias e empresas ditaram saldo negativo de 5,4% nas contas públicas.
Wilson Ledo 24 de Setembro de 2020 às 08:21
Economia está a sofrer efeitos severos com a pandemia
Nem tudo ficou bem com a pandemia. A economia está a sofrer efeitos severos, diz o Instituto Nacional de Estatística
João Leão é ministro das Finanças
Economia está a sofrer efeitos severos com a pandemia
Nem tudo ficou bem com a pandemia. A economia está a sofrer efeitos severos, diz o Instituto Nacional de Estatística
João Leão é ministro das Finanças
Economia está a sofrer efeitos severos com a pandemia
Nem tudo ficou bem com a pandemia. A economia está a sofrer efeitos severos, diz o Instituto Nacional de Estatística
João Leão é ministro das Finanças
A resposta à pandemia desequilibrou as contas públicas, com o défice a escalar para os 5,4% do PIB no primeiro semestre, revelou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). Um ano antes, as administrações públicas registavam um saldo negativo de 1,2% do PIB.

O INE justifica o cenário com os efeitos da pandemia, que se tornam mais evidentes se forem avaliados apenas os dados do segundo trimestre: de abril a junho – em que se integra o confinamento –, o défice foi de 10,5%, o que equivale a perdas de 4858,2 milhões de euros.

Para apoiar famílias e empresas, a despesa do Estado acabou por disparar: a título de exemplo, foram gastos 1045,1 milhões em subsídios pagos no segundo trimestre, quase seis vezes mais do que há um ano.

Contudo, o défice de 5,4% no semestre poderá ser ainda maior se os contribuintes - e, em especial, as empresas - falharem no pagamento de impostos que foram adiados. Isto porque o INE fez um ajustamento temporal, contabilizando dois mil milhões de euros a mais de receita fiscal.

O Governo já reconheceu o “forte impacto da pandemia” mas alerta que os números do INE se cingem ao período mais crítico. “Os meses de abril a junho ainda não refletem a melhoria da atividade económica associada ao desconfinamento”, reagiu esta quarta-feira o Ministério das Finanças.

Famílias enfrentam crise a poupar mais
A taxa de poupança das famílias aumentou para 10,6% no segundo trimestre deste ano, refletindo a redução do consumo durante o confinamento bem como os receios das famílias sobre a evolução da própria pandemia.

Governo confirma queda de 7% a Bruxelas
O Governo comunicou a Bruxelas que espera um défice de 7% do PIB este ano, acima dos 6,3% previstos no Orçamento Suplementar. O cenário já tinha sido admitido em julho pelo ministro das Finanças, João Leão. Deste modo, o Executivo antecipa perdas na ordem dos 14 mil milhões de euros na economia nacional. Já a dívida pública deverá escalar para os 133,8% do PIB: é uma subida de quase 20 mil milhões, para os 268 302 milhões €.

SAIBA MAIS
34,7%
foi a carga fiscal registada no ano passado. Apesar de revisto em baixa numa décima, o resultado continua a representar um valor recorde em Portugal.

‘Extra’ de Centeno encolhe
O primeiro excedente orçamental em democracia, atingido em 2019 pelo ex-ministro Mário Centeno, foi revisto de 0,2 para 0,1%, significando 177 milhões.

Ver comentários