Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
2

Escolha de Lagarde para o BCE tranquiliza investidores

Diretora-geral do FMI sucede a Draghi em outubro. Dívida portuguesa nunca registou valores tão baixos.
Diana Ramos e Francisco J. Gonçalves 4 de Julho de 2019 às 08:25
Christine Lagarde
Christine Lagarde
Christine Lagarde
Investidores tiveram inicialmente dúvidas sobre a capacidade de Lagarde, mas dão já sinais de que esta seguirá a mesma lógica de Draghi na Zona Euro
Christine Lagarde
Christine Lagarde
Christine Lagarde
Investidores tiveram inicialmente dúvidas sobre a capacidade de Lagarde, mas dão já sinais de que esta seguirá a mesma lógica de Draghi na Zona Euro
Christine Lagarde
Christine Lagarde
Christine Lagarde
Investidores tiveram inicialmente dúvidas sobre a capacidade de Lagarde, mas dão já sinais de que esta seguirá a mesma lógica de Draghi na Zona Euro
Os investidores já aceitam pagar para comprar dívida portuguesa no mercado secundário, em vez de receberem uma remuneração. Todos os títulos do Tesouro português com maturidade até aos sete anos têm agora taxas negativas e as obrigações a dez anos nunca registaram taxas tão baixas: 0,289%.

A descida dos juros em Portugal é efeito direto da confiança dos investidores no rosto escolhido para o mais importante cargo financeiro da UE: a presidência do Banco Central Europeu (BCE). Os mercados aplaudiram a escolha de Christine Lagarde, atual diretora-geral do FMI, para suceder, em outubro, ao italiano Mario Draghi, em Frankfurt.

Se numa fase inicial muitos registavam o facto de Lagarde ser uma jurista com poucos conhecimentos de política monetária, o sentimento mudou e são já vários os economistas que lhe reconhecem um perfil adequado para o BCE.

"O apoio às decisões de Draghi de introduzir políticas monetárias inovadoras, no passado, significa que ela está do lado certo", diz uma economista ao ‘Financial Times’. Por cá, o economista Joaquim Sarmento diz à Lusa que "Draghi deixa a Lagarde uma herança difícil porque a economia mundial continua com graves problemas".

Já Pedro Lino, da corretora Dif Broker, sinaliza que o testemunho passado a Lagarde "é diferente porque é uma bolha ainda maior", sendo "uma herança muito perigosa".

Também João Duque entende que a maior dificuldade está no facto de "o antídoto" – a compra de dívida e os juros historicamente baixos – ter sido usado quase até à exaustão por Draghi, deixando pouca margem à sucessora.

Costa derrotado sem geringonça em Bruxelas
O primeiro-ministro português saiu derrotado em Bruxelas por não conseguir viabilizar uma geringonça na presidência da Comissão Europeia. Ursula von der Leyen, do PPE, foi a escolha.

"Os socialistas estão desiludidos" com a solução, admitiu António Costa, dizendo que preferia o socialista Frans Timmermans. O ‘El País’ escreveu que Costa entrou nas negociações como Papa e saiu como cardeal.

"É compatível" ser arguido e eurodeputado
O eurodeputado social-democrata Álvaro Amaro afirmou, em Estrasburgo, que é "absolutamente compatível" ser parlamentar europeu e continuar a colaborar com a Justiça no âmbito da operação Rota Final, na qual foi constituído arguido.

Amaro disse ainda que vai desempenhar funções "em consciência" e que jamais se refugiará "atrás de qualquer estatuto de qualquer tipo de imunidade".

PORMENORES 
Itália escapa a sanções
A Comissão Europeia anunciou ontem que não aplicará, para já, medidas disciplinares a Itália. O recuo aconteceu depois de o governo italiano anunciar medidas para reduzir a dívida pública e anunciar que o défice previsto para 2019 será menor em cerca de 7 mil milhões de euros do que se pensava em abril.

Ouro e petróleo sobem
O metal precioso voltou novamente a aproximar-se dos máximos de 2013, atingidos em junho. O ouro valorizou para lá dos 1400 dólares. Já o petróleo negociado em Londres (Brent) valorizava ontem 1,14% para 63,12 dólares por barril.

Euro em mínimos
O euro recuou ontem para um nível inferior aos 1,13 dólares na sequência da nomeação da diretora-geral do FMI, a francesa Christine Lagarde, para suceder ao italiano Mario Draghi na presidência do Banco Central Europeu (BCE).

Marcelo Rebelo de Sousa
O Presidente da República Portuguesa destacou como muito positiva a reação dos mercados internacionais à nomeação da francesa Christine Lagarde para o BCE, tendo feito notar os seus efeitos numa descida das taxas de juro.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)