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Correio da Manhã

Economia

Famílias portuguesas perdem 1374 euros devido à pandemia

Portugueses obrigados a recorrer ao crédito para conseguirem pagar despesas com a casa e a alimentação.
Raquel Oliveira 23 de Maio de 2020 às 09:35
Coronavírus em Portugal
Coronavírus em Portugal FOTO: Paulo Calado
A pandemia provocou a perda de rendimento em 70% dos agregados familiares, de acordo com um estudo da Deco que quantifica o impacto da atual crise em 1374 euros, em média. No total das famílias portuguesas, o prejuízo já passa 3,9 mil milhões em pouco mais de dois meses, diz a associação do consumidor.

"A crise instalou-se, está a avolumar-se e, segundo a perceção dos nossos inquiridos, o mais certo é que venha a agudizar-se ao longo dos próximos 12 meses", alerta a Deco, num estudo sobre o impacto financeiro da Covid-19.
A perda de rendimentos, que se agravou em maio face a abril, está a levar uma em cada quatro famílias a pedir auxílio financeiro. Em causa, o pagamento de despesas com a habitação e até com alimentação, com 11% dos inquiridos a admitirem muitas dificuldades para assegurarem o bem mais essencial.

Por outro lado, um terço das famílias já usou as poupanças para enfrentar as despesas diárias. E outro terço das famílias antevê a necessidade de o vir a fazer, revela o estudo. Cerca de 9% dos agregados dizem que têm uma dificuldade extrema em pagar o empréstimo à habitação, 12% a renda da casa e 13% as telecomunicações.

O inquérito da Deco mostra que, desde o início da atual crise, 65% dos portugueses mantiveram-se ativos profissionalmente, mas apenas 42% continuam a receber o mesmo salário. Os trabalhadores independentes são, neste contexto, os mais afetados já que a maioria manteve-se a trabalhar mas com perda significativa de rendimentos. Cerca de 13% perderam mesmo o emprego, engrossando desde o início de março a lista de desempregados.

E as perspetivas não são otimistas: mais de um terço dos portugueses veem como plausível ficar sem emprego e cerca de 50% antecipam perder uma parte do salário, sem a correspondente redução do horário laboral. Há quem antecipe, por outro lado, perder benefícios laborais, como prémios.

Alunos podem ‘deitar fora’ perguntas
Os alunos do Ensino Secundário vão poder escolher as perguntas a que querem responder, e ‘deitar fora’ outras que não lhes interessam, nos exames nacionais deste ano. Segundo o Instituto de Avaliação Educativa (Iave), entidade que elabora as provas, os enunciados dos exames vão identificar questões que são de resposta obrigatória e outras de caráter opcional.

"Por exemplo, numa prova composta por 20 itens, 5 itens serão obrigatoriamente contabilizados para a classificação final", refere o Iave, acrescentando: "Dos 15 itens restantes, todos terão a mesma cotação e poderão ser respondidos pelos alunos, mas apenas serão considerados para a classificação final da prova os 10 itens cujas respostas obtenham melhor pontuação".

Embora o Iave coloque as coisas nestes termos, não é crível que os estudantes respondam a todos os itens, mas apenas aos 10 que mais bem dominam. A 1ª fase dos exames realiza-se entre 6 e 23 de julho.

Entretanto, o Ministério da Educação revelou que "cerca de 90% dos alunos" compareceram nesta primeira semana de aulas presenciais", tendo também estado nas escolas "a quase totalidade dos docentes previstos".

Pré-escolar reabre no dia 1
A reabertura do Ensino Pré-Escolar está marcada para dia 1 de junho e, de acordo com as orientações emitidas pelos ministérios da Educação e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em "nenhuma situação são colocadas máscaras às crianças". Adianta o documento que a máscara é obrigatória para educadores e funcionários e para pessoas externas que entrem nas instalações.

Governo injeta mil milhões
Governo e acionistas privados da TAP têm estado sentados à mesa na busca de uma solução para as dificuldades financeiras que a companhia vive. O montante não está fechado, mas o Estado deverá injetar mil milhões de euros na transportadora, valor que resulta da relação entre o número de aviões e de passageiros transportados em 2019. O mecanismo usado é ainda uma incógnita, diz a TSF. 

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