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Correio da Manhã

Economia
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Fórum Euro-África em Cascais quer reaproximar os dois continentes

Objetivo do encontro passa por reaproximar dois continentes que estiveram de costas voltadas nos últimos 50 anos, de acordo com os organizadores.
Lusa 3 de Setembro de 2020 às 10:36
Fórum Euro-África quer criar zonas de entendimento nas relações entre os dois continentes
Fórum Euro-África quer criar zonas de entendimento nas relações entre os dois continentes FOTO: Direitos Reservados
O Fórum Euro-África arranca esta quinta-feira em Cascais com o propósito de aproximar os dois continentes, contando com um debate virtual entre o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o seu homólogo do Gana.

O Fórum vai reunir personalidades dos setores público e privado, sociedade civil, empresários, ativistas e cientistas, para debater cinco desafios ao abrigo do tema "À Procura de Pontos Comuns num Mundo Pós-Covid".

Os cinco painéis, que incluem uma conversa entre os Presidentes de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, e do Gana, Nana Akufo-Addo, moderados pelo editor de África do Financial Times, vão debater as "Perspetivas Sobre as Relações entre a União Africana e a União Europeia", a "Transição Justa da Matriz Energética", "Made In Africa - Negócios Emergentes e em Aceleração", "Cultura África a Alimentar o Mundo", e "Ligando os Desligados".

O presidente do Conselho da Diáspora Portuguesa e organizador do Fórum Euro-África, Filipe de Botton, disse à Lusa que o grande objetivo do encontro é reaproximar dois continentes que estiveram de costas voltadas até há pouco tempo.

"Vemos dois continentes gémeos que têm vivido de costas voltadas nos últimos 50 anos, e o grande objetivo do Fórum é conseguir uma reaproximação da Europa com a África, e que Portugal seja a plataforma instrumental para a relação entre os dois continentes", disse Filipe de Botton, na antecipação do Fórum, que se prolonga até sexta-feira, numa parceria com a Câmara de Cascais.

O presidente do Conselho da Diáspora Portuguesa explicou que o encontro foi readaptado "para ser um fórum digital".

"Temos o prazer de ter mais de 3.500 inscritos para assistir, o que demonstra que a junção da plataforma Europa e África era algo que se impunha, já que mais de 70% dos inscritos são provenientes de África", acrescentou.

"Procuramos zonas de entendimento nas relações entre África e a Europa, no primeiro ano falámos da confiança que não existia, depois sobre as parcerias, e agora três grandes pilares, que são a diversidade, as diásporas e as relações políticas, económicas e culturais", concluiu Filipe de Botton.

O Conselho da Diáspora Portuguesa é uma organização privada sem fins lucrativos, com 95 membros em cinco continentes e tem por missão "alavancar o poder da diáspora, de forma a promover conversas e conexões globais sobre assuntos de cultura, impacto social, ciência, negócios e economia", segundo a organização.
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