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Correio da Manhã

Economia
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Gasolina cai 12 cêntimos e gasóleo vai ficar 8 mais barato

Evolução dos preços no início da próxima semana ditará uma das maiores quedas dos últimos anos.
Diana Ramos e Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 14 de Março de 2020 às 01:30
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É talvez uma das maiores descidas semanais dos últimos anos: a gasolina deverá cair 12 cêntimos por litro na próxima semana e o gasóleo deverá recuar oito cêntimos segundo fontes do setor petrolífero. Queda a pique do petróleo justifica descida abrupta de preços nas gasolineiras.

Quem for atestar o depósito do carro a partir de segunda-feira sentirá um alívio no bolso, ainda que pelos piores motivos. A agitação nos mercados bolsistas e a guerra entre a Arábia Saudita e a Rússia atiraram o barril de petróleo para quedas semanais próximas dos 25%. Por isso, no arranque da semana, o preço da gasolina em Portugal deverá recuar para 1,339 euros por litro, uma valor que não se registava desde março de 2016. Quanto ao gasóleo, o valor do litro deste combustível deverá baixar para os 1,248 euros, recuando a mínimos de setembro de 2017.

O petróleo encaminhava-se esta sexta-feira para a maior queda semanal dos últimos 12 anos: o Brent, negociado em Londres e referência para o mercado nacional, acumulava uma descida semanal de 24%. No início da manhã negociava nos 35,01 dólares no mercado de futuros londrino. Ainda assim, o ‘ouro negro’ recuperava esta sexta-feira quase 5%. Os preços ao consumidor final têm por referência dados da Direção-Geral de Energia e Geologia, mas podem diferir de posto de abastecimento para posto de abastecimento.


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Sauditas ameaçam inundar o mercado
A petrolífera saudita Aramco anunciou esta semana que iria inundar o mercado com petróleo – subir 25,5% a produção para 12,3 milhões de barris de petróleo por dia a partir de 1 de abril –, depois de a Rússia não concordar com os restantes países da OPEP em limitar a produção para repor uma situação de equilíbrio nos preço da matéria-prima. Também os Emirados Árabes Unidos garantiram mesmo estar preparados para aumentar a produção de petróleo em mais de um milhão de barris por dia.

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