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Correio da Manhã

Economia

Groundforce em risco de insolvência

Governo força acionista a aceitar proposta da TAP. Nacionalizar está fora da equação.
Raquel Oliveira e Salomé Pinto 5 de Março de 2021 às 08:14
Groundforce em risco de insolvência
Groundforce em risco de insolvência FOTO: Bruno Colaço
A Groundforce corre o risco de entrar em insolvência se não aceitar a proposta da TAP para pagar os salários em atraso aos seus 2400 trabalhadores. Ontem, o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, garantiu que "o Governo não está interessado em nacionalizar" a empresa de handling, pelo que não resta outra solução ao acionista maioritário, o privado Pasogal, com 50,1% do que acatar a proposta da TAP, que detém os restantes 49,9%. Mas a Pasogal está irredutível e não aceita.

Ontem, o presidente da Groundforce, Alfredo Casimiro, afirmou que "a proposta é insultuosa, uma chantagem e um ultimato inaceitável". Mas Pedro Nuno Santos reitera que "a TAP não tem condições para se expor mais, nem seria compreensível a TAP conceder um empréstimo sem contrapartidas".


Em cima da mesa está um crédito de dois milhões de euros da TAP à Pasogal para pagar salários. Em troca , o acionista privado teria de dar como garantia as suas ações e saldar metade da dívida até ao final de março, com o restante valor a ser pago em tranches ao longo dos próximos meses: 70% até ao fim de junho; 90% até ao final de julho; 100% até agosto. Segundo o ministro, "o acionista aceita perder as ações, mas não o controlo da empresa", se não pagar o empréstimo dentro do prazo, "o que é inaceitável".
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