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Correio da Manhã

Economia
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João Leão afasta necessidade de retificativo em 2021

Ministro das Finanças considera que notícias sobre vacinas criam expectativa positiva para a economia.
João Maltez 5 de Dezembro de 2020 às 09:27
João Leão e Bruno Le Maire
João Leão e Bruno Le Maire FOTO: Lusa
O ministro das Finanças, João Leão, afastou esta quinta-feira a necessidade de um orçamento retificativo no próximo ano, considerando que há mecanismos alternativos capazes de solucionar o problema em torno da injeção de capital no Novo Banco, mas também porque as notícias sobre a vacina contra a Covid-19 são esperançosas e deverão levar a que “a recuperação da economia [em 2021] seja bastante positiva”.

“A notícia das vacinas é até mais positiva do que tínhamos antevisto, quando previmos o cenário para o próximo ano” e, por isso, “é bem possível que, terminado o inverno, a recuperação da economia seja bastante positiva”, afirmou João Leão em declarações a um podcast disponibilizado pelo PS.

Sobre o chumbo da transferência para o Novo Banco – na proposta de Orçamento do Estado estavam inscritos 476 milhões de euros -, o ministro das Finanças voltou a criticar o PSD, que acusou de “criar instabilidade e incerteza” ao aprovar uma medida, que considerou “radical”, proposta pelo Bloco de Esquerda. Ainda assim, considerou que será possível ultrapassar este problema, sem necessidade de avançar com um orçamento retificativo.

“Estamos a estudar as diferentes alternativas, há diferentes mecanismos, até dentro do quadro do atual Orçamento do Estado, que não têm de passar necessariamente pelo Tribunal Constitucional”, sublinhou, sem especificar. O comentador e antigo líder do PSD Luís Marques Mendes afirmou, no último domingo, que o problema da capitalização poderá ser solucionado junto dos tribunais administrativos.

Já quanto à evolução orçamental em 2020, João Leão sublinhou que o Executivo teve “a preocupação de incorporar o efeito de uma segunda vaga” de Covid-19 no Orçamento Suplementar, pelo que considera “alcançável e realista” a previsão de 8,5% na redução do Produto Interno Bruto.

Prioridades na UE para a economia e para o emprego
O ministro das Finanças, João Leão, defendeu esta quinta-feira que no atual contexto “tem de se dar prioridade à economia e à recuperação do emprego”, partilhando a mesma ideia deixada aos jornalistas pelo seu homólogo francês, Bruno Le Maire, com quem se reuniu. Ambos admitiram que a suspensão das regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento só deverá ser avaliada a meio de 2021.
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