Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
2

Leiloeiro do Porto arrisca 17 anos de cadeia

A procuradora Elina Cardoso pediu ontem a condenação de 23 dos 34 arguidos – do caso de fraude nas falências que culminou no desvio de 8,5 milhões de euros com a venda das massas falidas em mais de cem empresas do Norte e Centro do País – a “penas pesadas e exemplares” de três a 17 anos de prisão.
22 de Fevereiro de 2008 às 00:30
A exigência das penas mais elevadas foi dirigida aos principais arguidos do processo onde perfilam, no Tribunal S. João Novo, Porto, vários liquidatários e conhecidos advogados.
A condenação mais grave, 17 anos de prisão, foi pedida para Pedro Pinto, acusado de 87 crimes de corrupção activa para acto ilícito, outros 19 em participação económica em negócio e quatro de peculato.
Já para Aurora Pinto, sua mulher, o MP exigiu 14 anos de cadeia. Oliveira e Silva, o mais importante liquidatário da região Norte, poderá passar 15 anos atrás das grades.
A procuradora pediu ainda que os lucros obtidos pelos arguidos revertessem a favor do Estado.
As alegações da procuradora terminaram ontem, dois dias depois de começarem. Foram mais de dez horas a resumir uma longa investigação da Polícia Judiciária. Quarta-feira é a vez de os advogados se pronunciarem.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)