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Correio da Manhã

Economia
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Loureiro ganha 6,5 milhões com negócio de Roquette

Antigo conselheiro recebeu 8,23 milhões por ações que custaram 1,63 milhões.
António Sérgio Azenha 7 de Abril de 2017 às 08:41
Dias Loureiro começou a trabalhar na Pleiade em 1995, após o fim do governo de Cavaco Silva, por convite de José Roquette
O ex-presidente do Sporting ofereceu ao ex-ministro uma participação de cerca de 15% no capital da Pleiade
Dias Loureiro começou a trabalhar na Pleiade em 1995, após o fim do governo de Cavaco Silva, por convite de José Roquette
O ex-presidente do Sporting ofereceu ao ex-ministro uma participação de cerca de 15% no capital da Pleiade
Dias Loureiro começou a trabalhar na Pleiade em 1995, após o fim do governo de Cavaco Silva, por convite de José Roquette
O ex-presidente do Sporting ofereceu ao ex-ministro uma participação de cerca de 15% no capital da Pleiade
Manuel Dias Loureiro, ex-conselheiro de Estado e ex-ministro, obteve um lucro superior a 6,5 milhões de euros com o negócio que José Roquette, ex-presidente do Sporting, fez na venda da Pleiade ao grupo BPN/SLN, então liderado por Oliveira e Costa, em 2000.

O Ministério Público, apesar de ter arquivado o inquérito do negócio de Porto Rico (onde o ex-ministro era arguido), admite que a verba recebida por Dias Loureiro corresponda a "uma comissão de intermediação do negócio da venda da Pleiade e de um prémio pelos seus serviços enquanto administrador da Pleiade."

Dias Loureiro ingressou na Pleiade em 1995, após o fim do Governo de Cavaco Silva, por convite de Roquette. Segundo o despacho de arquivamento, pela venda da sua participação de quase 15% da Pleiade, Dias Loureiro recebeu 8,23 milhões de euros, tendo um lucro de mais de 6,5 milhões de euros face ao preço de compra das ações por 1,63 milhões de euros.

O ex-conselheiro de Estado terá adquirido as ações da Pleiade em 28 de dezembro de 2000, mas, segundo o despacho de arquivamento, "permanece desconhecida a data em que Dias Loureiro procedeu ao pagamento dessas ações."

Para o Ministério Público, "afigura-se duvidosa a compra efetiva das ações da Pleiade por Dias Loureiro a José Roquette." O Ministério Público admite que tenha havido "uma simulação de negócio com efeito a nível fiscal, em sede de IRS", para pagar menos imposto, mas não atingiu a certeza quanto a isso.
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