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Correio da Manhã

Economia
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Lucro da Corticeira Amorim aumenta 6,8% num 1.º trimestre ainda imune à pandemia

Segundo empresa, comparação homóloga está "condicionada" pelo facto de o primeiro trimestre de 2019 ter sido "o mais elevado em termos de crescimento de vendas".
Lusa 14 de Maio de 2020 às 17:55
Corticeira Amorim com prejuízo de 3,49 milhões
Corticeira Amorim
Corticeira Amorim
Corticeira Amorim com prejuízo de 3,49 milhões
Corticeira Amorim
Corticeira Amorim
Corticeira Amorim com prejuízo de 3,49 milhões
Corticeira Amorim
Corticeira Amorim
O lucro da Corticeira Amorim aumentou 6,8% para 19,9 milhões de euros no primeiro trimestre em termos homólogos, tendo as vendas subido 0,7%, para 203,7 milhões, ainda imunes à pandemia, divulgou hoje a empresa.

"Até final de março não se registou impacto material [da pandemia] no volume de negócios e, apesar de atualmente se manter uma atividade industrial quase em pleno, as expectativas para abril, maio e junho são de redução", refere a Corticeira Amorim num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Admitindo que, "neste momento, o impacto dos efeitos diretos e indiretos da covid-19 é de difícil mensuração, estando largamente dependente da extensão da sua disseminação e dos seus efeitos sobre a economia global", a Corticeira Amorim diz que "prestará especial atenção à questão das cobranças de clientes", mas ressalva que, "num universo de quase 30.000 clientes em todo o globo, o risco está significativamente repartido".

Segundo a empresa, a comparação homóloga do volume de negócios até março está "condicionada" pelo facto de o primeiro trimestre de 2019 ter sido "o mais elevado em termos de crescimento de vendas" (+9,2%) em todo o ano passado.

Adicionalmente, refere, o início deste ano "também foi afetado pelos sinais de abrandamento prévios à covid-19, resultantes da guerra comercial entre os EUA e a China e também pelo aplicar de tarifas de 25% impostas pelos EUA à importação de vinhos europeus com menos de 14% álcool".

Até março, a empresa com sede em Mozelos, Santa Maria da Feira, reporta um aumento homólogo de 2,8% do EBITDA (resultados antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) consolidado, para 35,8 milhões de euros, tendo o rácio EBITDA/vendas progredido de 17,2% para 17,6%.

Segundo a corticeira, esta evolução reflete "os aumentos de preços de venda e os ganhos de eficiência operacional nas várias unidades de negócio, que compensam o efeito negativo do aumento do preço de consumo das matérias-primas".

Numa análise por Unidades de Negócio (UN), o crescimento das vendas da UN Rolhas -- a que tem o maior peso na faturação da Corticeira Amorim - foi de 1,0%, para 144,8 milhões de euros, salientando-se o crescimento nos segmentos dos vinhos tranquilos e espumosos, nas rolhas Neutrocork e nos mercados dos EUA e Itália, enquanto em França e Espanha recuaram.

Já a UN Revestimentos "conseguiu inverter a tendência de diminuição das vendas nos trimestres anteriores, terminando o trimestre com um crescimento do volume de negócios de 11,0%", para 31,5 milhões de euros, onde se destaca a subida da faturação na Escandinávia, Alemanha e América do Norte.

As UN Matérias-Primas (-7,7%), Aglomerados Compósitos (-6,7%) e Isolamentos (-12,4%) diminuíram as suas vendas face ao período homólogo.

Analisando a rentabilidade por unidades de negócio, a Corticeira Amorim salienta que a UN Revestimentos "apresenta EBITDA positivo [de 1,3 milhões de euros, contra -1,0 milhão de euros no trimestre homólogo], dando sinais que as ações implementadas para inverter a performance negativa começam a surtir efeito".

Quanto ao EBITDA das UN Matérias-Primas e Rolhas, ascendeu a 34,5 milhões de euros, com a empresa a referir que, "apesar do impacto do aumento dos preços de consumos da cortiça, o aumento da atividade, as melhorias introduzidas na área operacional, nomeadamente no aproveitamento da matéria-prima na área de trituração, e a implementação de aumentos de preços permitiram o crescimento do EBITDA do conjunto das UN".

Nesta UN, o rácio EBITDA/Vendas aumentou para 23,2%, face aos 22,8% do trimestre homólogo.

O EBITDA da UN Aglomerados Compósitos atingiu 2,1 milhões de euros (-36,2% face ao período homólogo) e o rácio EBITDA/Vendas diminuiu para 8,3% (12,2% no período homólogo). A redução das vendas e um 'mix' de produtos "menos favorável" foram os principais motivos avançados para a deterioração do EBITDA desta área de negócios.

Já a UN Isolamentos reverteu as perdas registadas no período homólogo, tendo terminado o trimestre com um EBITDA de 0,2 milhões de euros e um rácio EBITDA/Vendas de 5,2% (-1,4% no trimestre homólogo), "refletindo a esperada inversão da tendência de consumo de cortiça a preços mais elevados".

No final do trimestre, a dívida remunerada líquida da Corticeira Amorim ascendia a 152,3 milhões de euros (161,1 milhões de euros no final de 2019), salientando a empresa que, "apesar das necessidades de investimento em fundo de maneio (15,1 milhões de euros) e no ativo fixo (8,4 milhões de euros), foi possível reduzir a dívida líquida".

"A robustez do balanço da Corticeira Amorim, associado ao apoio das instituições financeiras, garantem uma adequada e equilibrada estrutura de capitais", refere, destacando que "terminou o trimestre com caixa e equivalentes no valor de 74 milhões de euros, o que permite salvaguardar eventuais limitações de liquidez que possam vir a ocorrer".

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