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Correio da Manhã

Economia
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Mário Centeno alerta para 'janela curta' de tempo de execução do PRR

Governador do Banco de Portugal avisou que perder tal oportunidade é desperdiçar o momento mais relevante desde a criação do euro.
Lusa 29 de Novembro de 2021 às 11:20
Mário Centeno, governador do Banco de Portugal
Mário Centeno, governador do Banco de Portugal FOTO: Duarte Roriz
O Governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, alertou esta segunda-feira para a "janela curta" de tempo de execução do PRR e avisou que perder tal oportunidade é desperdiçar o momento mais relevante desde a criação do euro.

"Além do impacto estrutural no crescimento económico, o PRR [Plano de Recuperação e Resiliência] realiza investimentos públicos e privados sem onerar no curto prazo as contas públicas. No entanto, na execução do PRR, deve ser tomada atenção aos desafios inerentes à muito curta janela temporal da utilização dos fundos", afirmou o governador do Banco Central, num encontro em Lisboa sobre os desafios da economia portuguesa no pós-pandemia, organizado pelo Banco de Portugal e pelo semanário Expresso.

Mário Centeno salientou que os recursos europeus "devem ser utilizados para consolidar o crescimento" económico sustentável e financiar a transição digital e climática, e defendeu que esta transição deve ser apoiada na "utilização eficiente" dos fundos do PRR que foram disponibilizados a fundo perdido.

"Perder esta oportunidade é desperdiçar um momento de integração europeia mais relevante desde a criação do euro", afirmou Mário Centeno, enaltecendo a contribuição do PRR para a redução do rácio da dívida pública no Produto Interno Bruto (PIB).

O governador defendeu ainda que, neste momento de disrupção pandémica, o elemento chave é a estabilidade e previsibilidade das políticas públicas nacionais e europeias, e enalteceu o contributo do PRR para diminuir a dívida.

Mário Centeno lembrou ainda que é "fundamental" diminuir o rácio da dívida pública, uma redução que defende dever ser sustentada por um plano credível de redução orçamental, e considerou "evidente" que os setores privado e público "devem iniciar a desalavancagem" para Portugal poder enfrentar futuras crises.

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