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Correio da Manhã

Economia
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Novo Banco quer vender 1.200 milhões de crédito malparado até final do ano

CEO da instituição traça como objetivo alienar até 1.200 milhões de euros em NPL admite que em vez de vender numa só operação o portefólio "Nata 3" sejam feitas várias vendas.
Jornal de Negócios 24 de Setembro de 2020 às 14:11
antonio ramalho, novo banco
antonio ramalho, novo banco
O Novo Banco pretende vender até 1.200 milhões de euros em crédito malparado, ou "non-performing loans" (NPL) até ao final do ano, indicou o CEO do "herdeiro" do BES, António Ramalho, em entrevista à Bloomberg.

O responsável reiterou a intenção de o banco registar já no próximo ano o seu primeiro lucro.

Ramalho referiu que a maioria dos NPL integravam o portefólio "Nata 3" cuja venda estava a ser preparada antes de surgir a pandemia da covid-19. O processo esteve também parado devido ao pedido de suspensão de venda de ativos pelo Novo Banco até ser entregue a auditoria da Deloitte. 

O CEO do Novo Banco considerou, no início de setembro, que essa suspensão caducou após a entrega da referida auditoria.

A pandemia, contudo, veio alterar os moldes previstos para a alienação do "Nata 3", que é composto por imóveis, grandes créditos e crédito ao consumo. "Sem a pandemia, seria natural para nós vender o Nata 3 numa operação única. Agora, temos de encontrar uma forma de nos adaptarmos às novas condições do mercado", defendeu. No entanto, assinalou, a procura por portefólios de NPL em Portugal manteve-se "razoavelmente estável".

O rácio de crédito malparado era ligeiramente inferior a 10% em julho e o objetivo, disse Ramalho, é reduzi-lo ainda mais para aproximá-lo dos valores dos restantes bancos portugueses.
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