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"O setor mais resiliente na pandemia”: Cofina e BPI promovem 9ª edição do Prémio Nacional da Agricultura

Setor produziu em quantidade e qualidade durante o período de confinamento, diz a ministra.
Andresa Pereira 11 de Setembro de 2020 às 09:25
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"O setor mais resiliente na pandemia”: Cofina e BPI promovem 9ª edição do Prémio Nacional da Agricultura
A Cofina (Correio da Manhã, ‘Jornal de Negócios’) e o BPI promovem a 9ª edição do Prémio Nacional da Agricultura, que conta com o patrocínio do Ministério da Agricultura e o apoio da PwC.

A sessão de lançamento da nova edição decorreu na tarde desta quinta-feira. “A aposta na modernização do setor tem vindo a dar novos frutos. Portugal já foi um País que fazia mais importações do que exportações, e isso mudou, graças ao esforço e dedicação de muitos agricultores”, declarou André Veríssimo, diretor do ‘Jornal de Negócios’. Já para Pedro Barreto, administrador do BPI, “a agricultura tem sido o setor mais resiliente desde que surgiu a pandemia em Portugal”.

Quem concorda com esta afirmação é a ministra da Agricultura. “Se há altura em que é necessário atribuir prémios, é este ano. A pandemia veio mostrar a importância da agricultura para garantir o nosso sustento e qualidade de vida. Foi o setor mais resiliente”, afirmou Maria do Céu Antunes. “O setor produziu em quantidade e qualidade não só para as nossas casas mas também lá para fora. O Ministério da Agricultura fez tudo ao seu alcance para minimizar os efeitos desta crise, nomeadamente com adiantamentos à tesouraria das empresas”, acrescentou.

Para os agricultores, a pandemia também tem sido sinónimo de reinvenção. “Os agricultores têm sempre esta necessidade de se reinventarem, mas ninguém previa uma pandemia. Estamos satisfeitos com a ajuda do Governo, mas os apoios foram um pouco tardios”, diz Firmino Cordeiro, diretor-geral da Associação dos Jovens Agricultores de Portugal.

O Governo pretende apostar numa nova agricultura. Hoje é apresentada a Agenda da Inovação para a Agricultura, para os próximos dez anos, e que assenta em quatro desafios: a demografia, desigualdades, alterações climáticas e transição digital. “Queremos deixar uma agricultura nova para a próxima geração”, diz Maria do Céu Antunes.
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