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Correio da Manhã

Economia

Pandemia põe 1 milhão a trabalhar em casa

Covid-19 deixou 644 mil trabalhadores sem fazer nada no período entre abril e junho.
Wilson Ledo 6 de Agosto de 2020 às 09:53
Meios informáticos foram determinantes para que trabalhadores pudessem realizar tarefas sem sair de casa
Instituto não vai verificar dívidas
Em casa cumpriram-se as 35 horas
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Mais de um milhão de portugueses estiveram em teletrabalho no segundo trimestre, forçados sobretudo pela pandemia. Também entre abril e junho, quando milhares de empresas aderiram ao layoff, o número de horas trabalhadas caiu a pique.

Cerca de um em cada quatro trabalhadores (23%) produziu "sempre ou quase sempre" a partir de casa de abril a junho. Foram perto de 1,1 milhões, mostram os dados do INE. E quase 999 mil deram a pandemia como a principal razão para terem o trabalho no domicílio.

Outras quase 644 mil pessoas não trabalharam nem no emprego principal nem em casa nesse período. Três em cada quatro dizem que se deveu à pandemia. No Algarve e Madeira esta realidade foi mais acentuada, à boleia do impacto no alojamento e restauração.

Com as empresas paradas, o segundo trimestre registou a maior quebra desde 2011 no número de horas trabalhadas: menos 26% em termos homólogos. O INE mostra que mais de um milhão de pessoas esteve ausente do trabalho. O cenário é explicado "quase exclusivamente" pela "redução ou falta de trabalho" - em que se destaca o layoff - apontada por cerca de 680 mil pessoas.

Apesar da pandemia, a taxa de desemprego neste trimestre desceu para os 5,6%. Havia cerca de 278 mil pessoas registadas nos centros de emprego, menos 50 mil do que um ano antes. Algarve (7,4%) e Madeira (6,7%) registavam as taxas mais altas.

A queda no desemprego é explicada pelo fluxo de desempregados que passaram a inativos. São agora quase 3,9 milhões de pessoas que não trabalham nem procuram emprego, mais 7,5% do que em termos homólogos. Como o confinamento limitou a procura de emprego, o INE alerta que a tendência será invertida "pela maior facilidade de mobilidade e interação social". O mês de junho já reflete esta realidade.

Produtividade não baixou com equipas em teletrabalho
Os dados do INE permitem perceber que os níveis de produtividade não baixaram em casa. "Não há grande diferença entre trabalhar em casa ou fora de casa", alerta o instituto. Quem trabalhou em casa, marcou 35 horas semanais. Já quem o fez fora de casa, trabalhou 36 horas por semana. Estes dados foram devidamente ajustados, excluindo aqueles que estiveram em situação de layoff, já que nestes casos muitos apresentaram zero horas de serviço.

Empresas com dívidas ao IEFP mantêm apoios
As empresas que se candidatem ou beneficiem de apoios do IEFP vão continuar a receber estes incentivos públicos até ao final do ano, mesmo que tenham dívidas a esta entidade. O Governo decidiu prolongar a suspensão da verificação de dívidas, constituindo-a como uma das medidas excecionais de resposta à pandemia de Covid-19, segundo a portaria ontem publicada em Diário da República.

Os dados do INE permitem perceber que os níveis de produtividade não baixaram em casa. “Não há grande diferença entre trabalhar em casa ou fora de casa”, alerta o instituto. Quem trabalhou em casa, marcou 35 horas semanais. Já quem o fez fora de casa, trabalhou 36 horas por semana. Estes dados foram devidamente ajustados, excluindo aqueles que estiveram em situação de layoff, já que nestes casos muitos apresentaram zero horas de serviço.

PORMENORES
Perfil do ‘teletrabalhador’
Os dados do INE permitem traçar um perfil genérico de quem esteve em teletrabalho: foram mais mulheres do que homens, pessoas com formação superior e sobretudo trabalhadores por conta de outrem.

Destaque para Lisboa
Lisboa foi a região que registou uma fatia maior de pessoal em teletrabalho, com 36%. O INE destaca a educação e os especialistas do setor das atividades intelectuais e científicas como as áreas mais relevantes.

Maioria quer continuar
Um estudo recente da JLL mostra que 95% dos portugueses gostariam de continuar a trabalhar a partir de casa depois da pandemia. Para conciliar com as idas ao escritório, a maior fatia prefere dois a três dias por semana de trabalho em casa.

Mais informação sobre a pandemia no site dedicado ao coronavírus - Mapa da situação em Portugal e no Mundo. - Saiba como colocar e retirar máscara e luvas - Aprenda a fazer a sua máscara em casa - Cuidados a ter quando recebe uma encomenda em casa. - Dúvidas sobre coronavírus respondidas por um médico Em caso de ter sintomas, ligue 808 24 24 24
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