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Correio da Manhã

Economia
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Pandemia trava rendas. Ficaram estagnadas no segundo trimestre do ano

Valor mediano das rendas dos novos contratos de arrendamento se fixou em 5,41 euros por metro quadrado, uma subida marginal, de 0,2%.
Jornal de Negócios 24 de Setembro de 2020 às 11:23
casas lisboa
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Pela primeira vez desde que são recolhidos dados oficiais relativos aos valores praticadas em novos contratos de arrendamento para habitação, verificou-se uma estagnação das rendas.

Este movimento aconteceu no segundo trimestre de 2020, já depois da declaração do estado de emergência em Portugal, que obrigou ao confinamento da população e à paralisação de grande parte da economia.

Os dados foram divulgados esta quinta-feira, 24 de setembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que dá conta de que, no segundo trimestre de 2020, o valor mediano das rendas dos novos contratos de arrendamento se fixou em 5,41 euros por metro quadrado. Este valor representa um aumento de apenas 0,2% em relação a igual período do ano passado.

Esta é a primeira vez que o INE opta por apresentar os resultados trimestrais dos valores das rendas. Regra geral, são apresentados os valores medianos por semestre, mas o "impacto socioeconómico da pandemia covid-19" justifica a análise separada do primeiro e do segundo trimestre. "Esta opção permite uma análise das dinâmicas mais recentes do mercado de arrendamento mas condiciona a apresentação de resultados para pequenos domínios territoriais", ressalva o INE.

A análise trimestral mostra dois resultados muito diferentes. No primeiro trimestre, as rendas ainda aumentaram cerca de 10% em relação ao período homólogo. Foi só no segundo trimestre que o impacto da pandemia começou a fazer-se sentir: apesar do aumento de 4,8% do número de novos contratos de arrendamento, para um total de 13.772 contratos, as rendas aumentaram apenas 0,2%.
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