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Correio da Manhã

Economia
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PCP atribui descida do desemprego à sazonalidade

O PCP atribuiu esta quarta-feira a descida "insignificante" da taxa de desemprego para os 12,1 por cento à sazonalidade, considerando que será "inevitável" que os números voltem a subir já no próximo trimestre.
17 de Agosto de 2011 às 14:47
"Esta aparente descida é insignificante e corresponde também ao período em que estamos, este período sazonal", diz Paulo Raimundo
'Esta aparente descida é insignificante e corresponde também ao período em que estamos, este período sazonal', diz Paulo Raimundo FOTO: CM

"Esta aparente descida é insignificante e corresponde também ao período em que estamos, este período sazonal, aliás bem visível no conjunto dos números por exemplo na região do Algarve, onde se dá a maior queda de desemprego", afirmou Paulo Raimundo, da comissão política do PCP, em declarações à Lusa.

Sublinhando que é necessário olhar para os números não apenas num sentido restrito, mas também num sentido lato, Paulo Raimundo assinalou que poderemos estar perante uma situação em que um milhão de portugueses estão desempregados, contando com os inactivos e o subemprego. Ou seja, acrescentou, nesse caso, estar-se-á a falar de uma taxa de desemprego na ordem dos 17 por cento.

"À qual temos de acrescentar um milhão e 200 mil trabalhadores que estão em situação de emprego precário, uma situação muito instável", referiu ainda, destacando igualmente "o número elevadíssimo do desemprego jovem".

"Os números também revelam uma outra questão: uma profunda incapacidade desta política de resolver este problema central que é o problema da criação de emprego", disse, condenando as restrições ao investimento público, "à política de cortes e de destruição do aparelho produtivo", que se revela incapaz de dar resposta à criação de emprego.

Paulo Raimundo admitiu ainda que é com "muito receio" que o PCP encara o próximo trimestre, considerando que a situação actual deixa "antever que as próprias previsões do Governo para a taxa de desemprego serão infelizmente ultrapassadas".

"A continuar esta política é inevitável que estes números voltem a subir, porque estamos perante um período sazonal onde tendencialmente, em 12 anos sempre assim foi, com excepção de um ano apenas, a taxa de desemprego tende a baixar", declarou.

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