Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
5

Setembro fechou com 410 mil pessoas inscritas nos centros de emprego, mais 108 mil que no mesmo mês do ano passado

Região do Algarve é a mais penalizada. Pandemia agravou números.
20 de Outubro de 2020 às 11:47
IEFP
IEFP FOTO: João Cortesão

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego em Portugal voltou a aumentar em setembro, refletindo os efeitos da pandemia da covid-19, que condicionou a atividade económica desde o final do primeiro trimestre.

Segundo os dados revelados esta terça-feira, 20 de outubro, no fim do mês de setembro, estavam registados nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas, 410.174 pessoas sem trabalho, mais 108.892 do que no mesmo mês do ano passado, o que se traduz num acréscimo de 36,1%.

Esta subida é superior ao aumento homólogo de 34,5% observado em agosto, mas inferior ao de 37% registado em julho, que foi o maior de sempre. Face aos mesmos períodos de 2019, os acréscimos, durante a pandemia, foram de 36,4%em junho, 34% em maio e 22,1% em abril.

O número de inscritos em setembro representa também um aumento de 843 desempregados face a agosto, ou seja, mais 0,2%.

Em comunicado, o IEFP explica que para o aumento do desemprego registado, face ao mês homólogo de 2019, variação absoluta, "contribuíram todos os grupos do ficheiro de desempregados, com destaque para as mulheres, adultos com idade igual ou superior a 25 anos, os inscritos há menos de um ano, os que procuravam novo emprego e os que possuem como habilitação escolar o secundário".

A nível regional, o desemprego registado aumentou na generalidade das regiões, com exceção para a Região Autónoma dos Açores, que assistiu a uma descida de 1,2%.

Pelo contrário, a subida mais pronunciada aconteceu no Algarve, muito dependente do turismo, que viu o desemprego registado aumentar 157,5%.

O IEFP detalha que, ao longo do mês, inscreveram-se nos centros de emprego de todo o país 54.769 desempregados, mais 7,4% do que em setembro de 2019 e mais 27,3% face a agosto.

Já as ofertas de emprego recebidas totalizaram 11.806 em todo o País, um aumento de 28,8% em relação a agosto, mas menos 3,9% face ao mesmo mês do ano passado.

"As atividades económicas com maior expressão nas ofertas de emprego recebidas ao longo deste mês (dados do Continente), por ordem decrescente, foram as seguintes: "Atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio" (26,4%) e "Alojamento, restauração e similares"(15,8%)", especifica o IEFP.

Ver comentários